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Além das Praias: O Motor Invisível que Faz de Florianópolis a Capital Nacional das Startups

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 8
Marlon Goulart Marian
Marlon Goulart Marian
Chefe do Departamento de Competitividade Econômica · Prefeitura de Florianópolis
José Fernando Nobre
José Fernando Nobre
Diretor do Ecossistema Local de Inovação · SCTI
Você já sabe que Florianópolis é a Capital Nacional das Startups, mas poucos conhecem o "motor invisível" que faz essa engrenagem girar. Descubra como uma base pioneira, construída décadas atrás pela visão de atores fundamentais e o surgimento de habitats como CELTA e MIDITEC, evoluiu para o ecossistema mais competitivo do Brasil. Hoje, com a segurança jurídica garantida pela Lei Municipal de Inovação, a cidade vive a verdadeira integração das quatro hélices, conectando governo, academia, setor produtivo e sociedade civil. Essa força conjunta de fomento público e inovação aberta cria o ambiente definitivo para atrair, validar e escalar empresas de tecnologia com faturamento em alta.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel aborda a transformação econômica de Florianópolis, desmistificando a visão tradicional de que o turismo é o principal motor da cidade. Os palestrantes Marlon Goulart Marien e José Fernando Nobre (Zeca) apresentam dados que comprovam a tecnologia como a maior força econômica do município, responsável por cerca de um a cada quatro reais arrecadados e por mais de 45 mil empregos diretos com expressiva densidade de startups.

A consolidação da cidade como capital nacional das startups é explicada como um processo histórico de longo prazo, iniciado na década de 1960 com a implantação da UFSC e impulsionado nos anos 80 pela criação do CELTA, primeira incubadora do Brasil. O modelo baseia-se na atuação conjunta da quádrupla hélice (governo, academia, setor produtivo e sociedade civil), sustentado por arcabouços legais como o Conselho, o Fundo e o Programa de Incentivo à Inovação, que oferecem incentivos fiscais via ISSQN e IPTU.

Por fim, os palestrantes destacam a expansão dos hubs locais, como o Sapiens Park, a atração de investimentos globais de P&D e o avanço da inovação aberta no setor público. O painel reforça a relevância de transformar a inovação em uma política contínua de Estado, mantendo o foco central nas pessoas e na qualidade de vida.

Tópicos principais

  • Tecnologia como vetor econômico principal: A tecnologia gera mais receita em Florianópolis do que os setores de saúde e turismo, movimentando mais de R$ 12 bilhões.
  • Modelo de Quádrupla Hélice: Articulação integrada entre poder público, universidades, empresas e sociedade civil como sustentáculo da governança local.
  • Evolução histórica do ecossistema: Da fundação da UFSC nos anos 60 e da primeira incubadora do país (CELTA) nos anos 80 ao crescimento de mais de 600% no polo tech entre 2010 e 2020.
  • Mecanismos de incentivo e renúncia fiscal: Programas de apoio municipais que abatem até 20% do IPTU ou ISS para destinação direta a projetos de inovação aprovados.
  • Sapiens Parque e atração de investimentos: Parquetecnológico de grande porte que atrai multinacionais e grandes centros de pesquisa, como a planta da JBS voltada à proteína cultivada.
  • Desafios da inovação aberta no setor público: Necessidade de aculturamento governamental para focar na definição precisa de problemas antes da contratação de soluções tecnológicas.

Insights

Florianópolis apresenta alto índice de retenção e conexão: 96% das empresas de tecnologia que se transferem para a cidade pretendem fixar residência permanente no município.
O sucesso continuado da inovação depende da construção de uma política de Estado independente da alternância de governos e de ideologias partidárias.
No desenvolvimento de soluções de GovTech, a maior complexidade cultural está em envolver os atores de ponta na identificação detalhada dos problemas reais antes de escolher uma solução.
A tecnologia é tratada no ecossistema de Florianópolis como um meio, enquanto o objetivo final permanece sendo o ganho em qualidade de vida para a população.

Frases marcantes

"A tecnologia é o meio e a qualidade de vida é o fim, é o objetivo."José Fernando Nobre
"Se eu tivesse uma hora para resolver Um problema, eu ficaria 55 minutos Pensando no problema e cinco na solução."Marlon Goulart Marien

Aplicações práticas

  1. 1Aproveitar abatimentos fiscais locais de ISSQN e IPTU disponibilizados por programas municipais para financiar projetos de inovação.
  2. 2Conectar startups a corporações de grande porte utilizando programas regionais de inovação aberta, como o Link Lab da ACATE.
  3. 3Utilizar o suporte de inovação e escritórios universitários de propriedade intelectual (como a Sinova/UFSC) para acelerar o registro e a proteção de patentes e marcas.
  4. 4Acessar a Rede Municipal de Inovação de Florianópolis para mapear ecossistemas de incubação, aceleração e agendamento de visitas técnicas aos hubs tecnológicos.

Conclusão

A trajetória de Florianópolis demonstra como o investimento contínuo na quádrupla hélice e a criação de mecanismos legais robustos podem converter um município turístico na capital nacional da tecnologia. A experiência reforça que a tecnologia é um meio estratégico para impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026