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Marketing & Vendas· Painel

Marca é Alavanca ou Luxo? Como construir reputação que sustenta o crescimento

26 de agosto · 17:00–17:35Palco 2
Antonio Augusto Santos Junior
Antonio Augusto Santos Junior
CMO · UNIDAS
Marcela Tinte Parise
Marcela Tinte Parise
Head de Marketing · Globo
Larissa Sanches
Larissa Sanches
Diretora de Marketing Digital Global · Pluxee
Enquanto todo mundo busca o próximo hack de curtíssimo prazo, o que realmente garante que o seu negócio continuará crescendo no ano que vem? Afinal, construir marca é uma alavanca real de tração ou apenas um luxo para empresas gigantes com orçamentos infinitos? Neste painel, vamos desmistificar o branding e conectá-lo diretamente à sobrevivência e ao resultado do seu negócio. Reunimos três realidades completamente diferentes - uma gigante de mídia, um líder em experiência do cliente e uma referência em B2B de ciclo longo - para debater o que "construir marca" significa na prática para cada modelo de negócio, como alinhar CX à reputação e, principalmente, como medir esse valor.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel debateu o papel estratégico da construção de marca para startups, desmistificando a ideia de que o branding seja um luxo exclusivo de grandes corporações. A especialista Larissa Sanches defendeu que a marca funciona como uma infraestrutura essencial de diferenciação para evitar que a empresa se torne uma commodity. Complementando essa visão, Antonio Augusto destacou que a marca responde a necessidades de comportamento humano e simplificação da proposta de valor, devendo ter seu nível de investimento ajustado de acordo com a estratégia do negócio — seja em nichos específicos B2B ou em mercados massivos B2C.

Durante o debate, foram analisadas as diferenças fundamentais entre a construção de marca para B2C (focada em impulsos e vontades individuais) e B2B (focada em decisões colegiadas e minimização de riscos reputacionais). Os palestrantes ressaltaram que startups não devem tentar replicar orçamentos milionários de multinacionais, mas sim alavancar o crescimento orgânico e a reputação por meio de estratégias acessíveis, como o *founder-led growth*, relações públicas (PR), programas de indicação (*referrals*), forte presença em comunidades e um rigoroso alinhamento entre a promessa da marca e a entrega na experiência do cliente (CX).

Por fim, discutiu-se a mensuração do retorno sobre o investimento (ROI) em marca. Embora a métrica de *awareness* seja de longo prazo, os participantes apontaram indicadores práticos como o encurtamento do ciclo de conversão de vendas, a melhoria na qualificação de leads e o aumento do volume de buscas diretas pelo nome da empresa, reafirmando que a marca sustenta a eficiência comercial contínua.

Tópicos principais

  • Marca como infraestrutura: A marca é o alicerce necessário para diferenciar a startup em mercados concorridos, mesmo com orçamentos enxutos.
  • Diferenças entre B2B e B2C: No B2B a decisão de compra é colegiada e depende de credibilidade reputacional; no B2C atua-se no impulso individual.
  • Founder-Led Growth: Utilizar a autoridade e a imagem do fundador na mídia e nas redes para acelerar a reputação da startup.
  • Alinhamento entre Marca e CX: A marca faz a promessa de valor e o atendimento/operação garante a entrega para não destruir a reputação.
  • Comunidades e Boca a Boca: Redes de contatos presenciais e programas de indicação são formas de construir confiança direta sem altos custos de mídia.
  • Métricas de ROI de marca: Medição do impacto pelo encurtamento do ciclo de vendas e pelo crescimento do volume de buscas diretas pela marca.
  • Momento para registro no INPI: Priorizar o registro formal quando a aquisição de clientes passar a ser significativamente impulsionada por buscas diretas da marca.

Insights

A decisão de compra B2B é colegiada e reputacional; marcas consolidadas servem de escudo de proteção para o executivo que toma a decisão interna.
O uso desmedido da inteligência artificial sem senso crítico humano corre o risco de pasteurizar pitches, identidades e campanhas de marketing.
Interromper investimentos em marca degrada a performance comercial ao longo do tempo, encarecendo o custo dos leads e reduzindo sua qualificação.
A reputação inicial de uma startup pode ser acelerada ativamente pedindo indicações diretas a clientes satisfeitos ao término de cada entrega.

Frases marcantes

"A marca é o que vai diferenciar a sua empresa Entre, quando ela estiver ali com 10 mil concorrentes."Larissa Sanches
"ninguém é demitido por contratar a IBM."Antonio Augusto Santos Junior
"Gente confia muito em gente."Antonio Augusto Santos Junior
"A marca promete Se o produto entrega."Larissa Sanches

Aplicações práticas

  1. 1Pedir indicações (referrals) de novos clientes a cada fechamento ou entrega realizada com alto nível de satisfação.
  2. 2Investir na presença executiva dos fundadores (founder-led growth) em canais digitais, eventos e assessoria de imprensa.
  3. 3Participar ativamente de comunidades do setor para obter feedbacks reais sobre o produto e construir rede de contatos.
  4. 4Acompanhar o volume de buscas pelo nome da marca (branded search) como indicador intermediário do trabalho de branding.
  5. 5Promover treinamentos e contação de histórias internas (storytelling) entre os times de atendimento para manter a cultura de CX alinhada à marca.

Conclusão

A construção de marca em startups não é um gasto supérfluo, mas uma alavanca estratégica de sobrevivência e diferenciação. Ao focar na imagem dos fundadores, no fortalecimento da reputação junto a comunidades e na entrega consistente na experiência do cliente, a empresa constrói uma base sólida que reduz o custo de aquisição e encurta o ciclo de vendas no longo prazo.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026