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EnergyTech· Fireside Chat

Ecossistema Como conectar todos os atores para escalar a inovação?

27 de agosto · 15:10–15:45Palco 5
Maiza Pimenta Goulart
Maiza Pimenta Goulart
Diretora de Inovação Aberta · Axia Energia
Ricardo Yogui
Ricardo Yogui
CEO · Blue Rock Brasil
Discutir como a integração entre empresas, startups, investidores, universidades e instituições pode acelerar a inovação e fortalecer o setor energético brasileiro.
Sumário executivo

Resumo executivo

O fireside chat reuniu Maiza Pimenta Goulart, Diretora de Inovação Aberta da Axia Energia, e Ricardo Yogui, CEO da Blue Rock, para discutir como articular os atores do ecossistema de inovação e escalar soluções no setor elétrico. Maiza apresentou a estrutura do programa Innovation Grid da Axia, fundamentado em quatro pilares centrais: mapeamento abrangente do ecossistema, construção de relação de confiança com os parceiros, inteligência em arranjos jurídicos de parceria e um profundo entendimento dos processos internos da própria corporação. Destacou-se a estratégia 'glocal' de conexão com hubs regionais (como ACATE e Porto Digital) para atuar com capilaridade sem perder a escala de atuação.

Durante o debate, abordou-se a transformação cultural vivenciada pela Axia — refletida na ascensão ao 7º lugar geral do Prêmio Valor Inovação —, ressaltando a importância de equilibrar a gestão de riscos e processos corporativos com a liberdade necessária à experimentação. Em paralelo, examinou-se o contraste entre a cadeia global do setor de petróleo e a estrutura pulverizada do setor elétrico, o que motivou a empresa a estruturar uma estratégia de internacionalização dividida em missões orientadas, parcerias com associações internacionais como o EPRI, aproximação com embaixadas e prospecção em fundos de Deep Techs.

Por fim, enfatizou-se o papel do Cepel como ambiente de testes, homologação e mitigador de riscos regulatórios da ANEEL para a criação de spin-offs de P&D. O painel encerrou-se com uma análise crítica sobre os desafios trazidos pela ascensão da Inteligência Artificial, ressaltando os impactos diretos na demanda computacional, soberania de dados no Brasil, infraestrutura de data centers e sustentabilidade da matriz energética.

Tópicos principais

  • Os 4 Pilares da Inovação Aberta: Conhecer o ecossistema, construir confiança, desenhar parcerias estratégicas e entender a própria corporação.
  • Atuação Capilarizada e 'Glocal': Conexão com hubs regionais (ACATE, Porto Digital, Hub Goiás) para ativar desafios de forma seletiva e qualificada.
  • Jornada de Transformação Cultural: Alinhamento entre método corporativo e liberdade experimental, levando a Axia ao topo do ranking de inovação no setor elétrico.
  • Internacionalização Estruturada: Expansão via missões orientadas (fly-in/fly-out), associações internacionais (EPRI), parcerias com embaixadas e foco em Deep Techs.
  • Papel do Cepel na Escala de P&D: Uso do centro de pesquisas como homologador e mitigador de riscos para impulsionar spin-offs e atender KPIs da ANEEL.
  • Gargalos de Infraestrutura para IA: Desafios de capacidade computacional, segurança, viabilidade financeira por token e consumo de energia em data centers.

Insights

Inovação aberta não é terceirização do desenvolvimento; exige que a empresa compreenda suas próprias dores antes de buscar soluções externas.
Ter orçamento para projetos não é suficiente para atrair os melhores parceiros; a reputação e a confiança corporativa garantem a dedicação das melhores equipes.
Ao contrário do setor de óleo e gás que é nativamente global, o setor elétrico tem cadeias muito regionalizadas, exigindo articulações diretas com embaixadas e institutos globais.
O Cepel atua como um mitigador de riscos no ecossistema elétrico, permitindo a homologação de tecnologias e o avanço de spin-offs reguladas pela ANEEL.
O avanço exponencial da Inteligência Artificial no Brasil enfrenta gargalos que vão além dos modelos de linguagem, atingindo custos computacionais e a demanda por infraestrutura energética sustentável.

Frases marcantes

"Eu gosto muito do glocal, pensar globalmente, mas atuar localmente."Ricardo Yogui
"Custo por token não é viável."Maiza Pimenta Goulart

Aplicações práticas

  1. 1Utilizar hubs regionais de inovação para realizar buscas qualificadas e direcionadas de startups, evitando chamadas abertas genéricas.
  2. 2Investir tempo no diagnóstico do problema com a área operacional antes de selecionar ou contratar uma solução tecnológica pré-concebida.
  3. 3Desenvolver instrumentos contratuais e jurídicos flexíveis voltados para inovação em vez de aplicar minutas tradicionais de fornecimento corporativo.
  4. 4Aproveitar infraestruturas de centros de pesquisa e laboratórios setoriais para homologar tecnologias e viabilizar a criação de spin-offs.
  5. 5Planejar antecipadamente o impacto orçamentário e a necessidade computacional ao escalar soluções de Inteligência Artificial para grandes operações corporativas.

Conclusão

Para conectar com sucesso os atores do ecossistema e escalar a inovação, o setor elétrico precisa integrar a atuação capilarizada junto aos hubs regionais com um ambiente corporativo preparado para o risco e a experimentação. A maturidade no gerenciamento de parcerias e a preparação da infraestrutura energética para novas ondas tecnológicas, como a IA, colocam o Brasil em posição estratégica para liderar a transição no setor.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026