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Mobilidade Inteligente: Quem vai Liderar a Próxima Década?

26 de agosto · 16:05–16:40Palco 7
Daniella Abreu
Daniella Abreu
Presidente · World Trade Center
Gilberto Peralta
Gilberto Peralta
Presidente · Airbus Brasil
A mobilidade está entrando em uma nova era, impulsionada por avanços em aviação, infraestrutura inteligente, drones, cidades conectadas e novas tecnologias. Gilberto Peralta, Presidente da Airbus Brasil e uma das principais lideranças da indústria aeroespacial no país, e Daniella Abreu, Presidente do WTC Business Club e referência na conexão entre grandes empresas, inovação e negócios internacionais, discutem como o Brasil pode assumir um papel de protagonismo nessa transformação. Um debate para empreendedores, executivos, investidores e profissionais interessados no futuro da mobilidade, logística, smart cities e infraestrutura.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel com Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil, e moderado por Daniela Abreu, abordou as transformações e tendências na mobilidade aérea e inteligente. Peralta detalhou o longo ciclo de inovação e certificação da aviação, exemplificando com o uso de materiais compostos e a transição dos sistemas mecânicos para comandos digitais por joystick, destacando o rigoroso nível de controle e segurança que rege o setor.

As discussões sobre automação e Inteligência Artificial mostraram que a tecnologia para voos completamente autônomos já existe e é aplicada em drones e aeronaves militares, mas o principal entrave para a adoção na aviação comercial é a aceitação do público. Paralelamente, a cibersegurança tornou-se prioridade máxima para proteger aeronaves hiperconectadas e automatizadas contra ataques cibernéticos.

Ao tratar dos veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), o executivo apontou que o gargalo fundamental atual é a densidade energética das baterias. Superado este desafio, surgirão gargalos operacionais relevantes, como o gerenciamento do tráfego aéreo urbano e a infraestrutura física para recarga. Por fim, ressaltou-se a excelência da engenharia brasileira no setor aeroespacial e o transbordamento das tecnologias da aviação para outras indústrias.

Tópicos principais

  • Ciclos longos de inovação: Tecnologias na aviação levam de 15 a 20 anos entre o desenvolvimento e a operação devido às exigências de certificação de segurança.
  • Evolução de hardware e sistemas: Substituição de comandos mecânicos por joysticks e uso de materiais compostos aumentam a durabilidade e o conforto da cabine.
  • Cibersegurança e automação com IA: A inteligência artificial é empregada para proteger aeronaves automatizadas contra ataques cibernéticos e otimizar rotas.
  • Gargalos dos eVTOLs: A baixa densidade energética das baterias limita a autonomia dos veículos elétricos voadores a curtos períodos, travando o lançamento comercial.
  • Desafios operacionais urbanos: O aumento de frotas de eVTOLs exigirá novos sistemas automáticos de tráfego aéreo e logística de recarga em helipontos.
  • Protagonismo da engenharia brasileira: Formação de excelência pelo ITA e capacidade de execução da Embraer posicionam o Brasil como grande exportador de talentos aeroespaciais.

Insights

O maior obstáculo para a adoção de aviões comerciais autônomos não é a capacidade tecnológica, mas sim a barreira psicológica de confiança dos passageiros.
O uso de materiais compostos na fuselagem permite manter maior umidade do ar e menor pressão na cabine, reduzindo o ressecamento do corpo e o cansaço dos passageiros.
Diversas tecnologias médicas modernas, como o boroscópio (que originou a endoscopia) e o ultrassom para inspeção de estruturas, foram originariamente desenvolvidas para a manutenção aeronáutica.
Ao resolver o problema das baterias nos eVTOLs, o gargalo se deslocará imediatamente para a infraestrutura terrestre de estacionamento e recarga sem bloquear helipontos.

Frases marcantes

"A razão pela qual se investiga acidente de aviação não é para descobrir o culpado do acidente. Nós investigamos o acidente de aviação para descobrir como não aconteceu outra vez, para evitar que aquilo aconteça outra vez."Gilberto Peralta
"Houve um tempo que o Brasil exportava jogador de futebol e mulata do Sargentelli. Hoje nós estamos exportando engenheiro."Gilberto Peralta

Aplicações práticas

  1. 1Priorizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento voltados à densidade energética de baterias (como baterias em estado sólido) para viabilizar modais elétricos.
  2. 2Desenvolver arquiteturas de cibersegurança desde a concepção de produtos e veículos automatizados para impedir invasões de sistemas operacionais.
  3. 3Projetar espaços de mobilidade urbana (helipontos ou portos) prevendo áreas separadas para recarga contínua de baterias e locais específicos para embarque/desembarque.
  4. 4Aproveitar soluções tecnológicas desenvolvidas no setor aeroespacial para resolver desafios de outros segmentos, como saúde, logística e transportes marítimos.

Conclusão

A liderança na mobilidade inteligente da próxima década dependerá de avanços decisivos em armazenamento de energia, segurança cibernética e infraestrutura urbana. O Brasil possui papel de destaque nesse ecossistema, impulsionado pela excelência técnica de seus engenheiros e pela forte capacidade de inovação no setor aeroespacial e no agronegócio.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026