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DeepTech· Fireside Chat

AgroTech 2035: As Tecnologias que vão Multiplicar a Produção Mundial

26 de agosto · 14:15–14:50Palco 7
Diego Kurtz
Diego Kurtz
CEO · Pecsmart
Fabiane Kuhn
Fabiane Kuhn
CEO · Raks Tecnologia Agrícola
A agricultura vive uma das maiores transformações da sua história. Inteligência Artificial, biotecnologia, agricultura regenerativa e novas tecnologias estão redefinindo a produção de alimentos em escala global. Diego Kurtz, CEO da Pecsmart e referência em IA aplicada ao agronegócio, e Fabiane Kuhn, CEO da RAKS Tecnologia Agrícola e especialista em inovação para o campo, discutem como as deeptechs estão impulsionando produtividade, sustentabilidade e competitividade em um dos setores mais estratégicos da economia. Um painel voltado para empreendedores, investidores, pesquisadores, empresas do agro e todos que desejam compreender as oportunidades que irão moldar o futuro da alimentação.
Sumário executivo

Resumo executivo

A sessão abre com a introdução do ecossistema de DeepTechs apresentada por Matheus Jesus (Moa Ventures), ressaltando as especificidades e gargalos de alavancar startups de hardware e ciência aplicada. Matheus aborda a necessidade de montar equipes complementares (com perfis focados em produto, vendas complexas e experiência do cliente), além de destacar a importância de superar o longo 'vale da morte' por meio de governança, acesso a editais de fomento não dilutivos e conexões de mercado.

Na sequência, Fabiane Kuhn (Rax Tecnologia Agrícola) e Diego Kurtz (PECsmart) debatem as tecnologias que estão redefinindo o agronegócio rumo a 2035. Fabiane apresenta os sensores automatizados de umidade do solo para manejo preciso da irrigação diante dos desafios climáticos, enquanto Diego demonstra soluções de IoT, visão computacional e bioacústica aplicadas à pecuária de precisão e gestão de silos de grãos e ração, mostrando a conversão de dados de campo em eficiência financeira.

No bloco final de debate e perguntas, os palestrantes exploram as estratégias para escalar empresas de hardware no campo. As discussões enfatizam a importância dos early adopters para validar soluções antes de abordar grandes cooperativas, os caminhos para contornar custos de produção de hardware e a urgência de entregar usabilidade extrema aos produtores — integrando dados diretamente a ERPs e canais simples de comunicação, como o WhatsApp.

Tópicos principais

  • Pilares para escalar DeepTechs: Estruturação focada em acesso a mercado, captação de recursos via fomento e governança corporativa.
  • Manejo inteligente de irrigação (Rax): Uso de sensores solares automatizados no solo para tomada de decisão diante da variabilidade climática.
  • Gestão e volumetria de silos (PECsmart): Sensores LiDAR reduzindo erros de medição de estoques de 8% (manual) para 1,8%.
  • Visão computacional e bioacústica: Aplicação de inteligência artificial para pesagem, contagem e monitoramento respiratório/sanitário de suínos.
  • O Vale da Morte em Hardware: Ciclos longos de R&D e altos custos operacionais que exigem fontes de capital não dilutivo.
  • Estratégia com Early Adopters: Início de validações com clientes menores para iterar rápido sem expor a marca a grandes players de forma prematura.
  • Usabilidade e Integração no Agro: Necessidade de unificar ecossistemas de dados em dashboards financeiros e ferramentas acessíveis como o WhatsApp.

Insights

O hardware no agro atua como um 'mal necessário': serve primordialmente como ponte de coleta para a informação que de fato gera valor econômico.
Medições manuais de silos de grãos e ração chegam a apresentar erros 5 vezes maiores do que a cubagem automatizada via LiDAR, gerando perdas invisíveis relevantes.
Testes gratuitos tradicionais de software (como períodos de uma semana) não funcionam no agro, pois a validação exige acompanhar ciclos inteiros de safras e variações climáticas.
Dado que entre 70% e 80% do uso de tecnologia na propriedade rural limita-se a WhatsApp e previsão do tempo, os dados de DeepTech precisam ser entregues com usabilidade radical.
O grande desafio do agro em tecnologia não é criar novas ferramentas isoladas, mas sim integrar o excesso de soluções já existentes à gestão financeira.

Frases marcantes

"A tecnologia no agro não é o futuro. A tecnologia do agro é o presente, e se não for, o nosso agro vai ficar no passado."Fabiane Kuhn
"O vale da morte de uma Deep Tech é muito diferente de um vale da morte de um SaaS."Diego Kurtz
"Usabilidade ser tão fácil quanto um WhatsApp é pré-requisito."Diego Kurtz

Aplicações práticas

  1. 1Montar times fundadores complementares que equilibrem a liderança técnica/científica com profissionais dedicados a vendas B2B complexas e operação.
  2. 2Recorrer a editais de fomento e subvenção econômica (como FINEP e Tecnova) para financiar o desenvolvimento e certificação de hardwares durante a fase pré-comercial.
  3. 3Adaptar os modelos de cobrança ao fluxo de caixa do agronegócio, utilizando precificação por safra, lote ou parcerias de crédito e comodato.
  4. 4Iniciar testes e validações comerciais por meio de produtores menores (early adopters), garantindo flexibilidade e velocidade de ajuste de produto.
  5. 5Desenvolver integrações diretas entre sensores IoT e os ERPs ou canais de comunicação diária (ex.: WhatsApp) utilizados pelo tomador de decisão.

Conclusão

A trajetória das tecnologias aplicadas ao campo até 2035 mostra que o diferencial não estará na criação de dados isolados, mas na capacidade de integrar hardware confiável a inteligências que auxiliem na decisão financeira em tempo real. A sustentabilidade das Agrotechs de DeepTech depende de usabilidade simplificada e modelos de negócios adaptados à realidade do produtor rural.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026