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Corporate· Palestra

Construindo o Primeiro Ecossistema de Manufatura 4.0 do País: o case do Cluster Automotivo de Santa Catarina

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 5
Edna Schmitt
Edna Schmitt
Conselheira de Inovação · Inowalbert
A conselheira de inovação Edna Schmitt analisa o modelo pioneiro do Cluster Automotivo Catarinense e seu papel de transformação na indústria nacional. A palestra aborda como o projeto articula inteligência artificial, gêmeos digitais e economia circular para solucionar gargalos históricos do setor, como a alta dependência de importação de ferramentais. Uma visão prática de como esse modelo de liderança e colaboração vai redefinir a competitividade da cadeia automotiva brasileira rumo à Agenda 2030.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel apresentou o case de inovação aberta e inteligência artificial aplicada desenvolvido entre a Irani, indústria de papel e embalagens, e a startup Brisk, viabilizado pelo programa Link Lab da ACATE no evento Open Day durante o Startup Summit. O desafio central da Irani envolvia a automação da gestão de sua assistência técnica de embalagens, que historicamente operava por meio de processos manuais, morosos e descentralizados.

A solução desenvolvida permitiu que os assistentes técnicos registrassem as informações de campo enviando simples áudios via WhatsApp. Com a evolução da arquitetura de IA durante a prova de conceito — incorporando infraestrutura Harness, orquestração de múltiplos LLMs (como GPT, Claude e Gemini) e camadas de segurança e conformidade normativa —, o tempo de elaboração dos relatórios caiu de 3 horas para apenas 5 minutos, atingindo 90% de assertividade.

O debate enfatizou que o sucesso de iniciativas de inovação aberta depende fortemente da presença de uma área interna na corporação que atue como embaixadora e tradutora entre os times técnicos e a startup. Destacou-se também a relevância da validação humana final (human-in-the-loop) e a necessidade de priorizar a construção de valor e aprendizado mútuo antes de exigências burocráticas ou precificações elevadas em fases iniciais.

Tópicos principais

  • Desafio na Assistência Técnica: A Irani lidava com um processo manual de até 3 horas para elaboração e formalização de relatórios de campo.
  • Conexão via Inovação Aberta: O projeto foi originado no Open Day do Link Lab (ACATE), onde corporações apresentam desafios para startups.
  • Interface via WhatsApp: Transposição do fluxo de registro para mensagens de áudio no WhatsApp, eliminando a digitação manual de relatórios.
  • Evolução da Arquitetura de IA: Transição de agentes isolados para uma estrutura com Harness, permitindo uso dinâmico e seguro de múltiplos LLMs.
  • Papel da Área de Inovação: Atuação crucial como embaixadora e intermediária cultural entre os times industriais/técnicos e a startup.
  • Human-in-the-loop: Manutenção da validação humana final do técnico para aprovação de 100% dos dados gerados pela inteligência artificial.

Insights

A adoção de tecnologias complexas por equipes tradicionais de campo é alavancada ao utilizar interfaces cotidianas já consolidadas, como o WhatsApp.
A maturidade em IA corporativa exige orquestração independente (como Harness) capaz de alternar dinamicamente entre diferentes LLMs de acordo com a tarefa, garantindo sustentabilidade e segurança.
Discussões sobre propriedade intelectual e patentes não devem engessar o início de provas de conceito em inovação aberta; o foco primário deve ser a resolução do problema operacional.
Startups devem encarar POCs como investimento em relacionamento e portfólio em corporações listadas, evitando precificações excessivas que inviabilizem a validação.

Frases marcantes

"Tínhamos um processo de três horas e que hoje leva cinco minutos."Letícia
"POC tem preço, mas cuidado com a ganância."Leandro

Aplicações práticas

  1. 1Simplificar a coleta de dados operacionais integrando ferramentas de inteligência artificial a canais de comunicação populares como o WhatsApp.
  2. 2Estruturar áreas de inovação corporativa como facilitadoras culturais e tradutoras de linguagem entre setores técnicos e startups.
  3. 3Implementar uma camada de validação humana final (human-in-the-loop) para relatórios gerados por IA que exijam conformidade com normas ISO e governança.
  4. 4Adotar arquiteturas de orquestração flexíveis para integrar múltiplos modelos de LLM (GPT, Claude, Gemini) com camadas de segurança e LGPD.
  5. 5Iniciar projetos de inovação aberta com escopos delimitados de dados e POCs acessíveis para validar a tecnologia antes da expansão em escala.

Conclusão

O case entre Irani e Brisk evidencia como a inovação aberta aliada à inteligência artificial pode modernizar processos industriais históricos. A união de uma interface acessível, governança robusta e engajamento das lideranças permitiu reduzir drasticamente o tempo operacional de relatórios, estabelecendo um modelo replicável de parceria contínua entre grandes empresas e startups.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026