Construindo o Primeiro Ecossistema de Manufatura 4.0 do País: o case do Cluster Automotivo de Santa Catarina

Resumo executivo
O painel apresentou o case de inovação aberta e inteligência artificial aplicada desenvolvido entre a Irani, indústria de papel e embalagens, e a startup Brisk, viabilizado pelo programa Link Lab da ACATE no evento Open Day durante o Startup Summit. O desafio central da Irani envolvia a automação da gestão de sua assistência técnica de embalagens, que historicamente operava por meio de processos manuais, morosos e descentralizados.
A solução desenvolvida permitiu que os assistentes técnicos registrassem as informações de campo enviando simples áudios via WhatsApp. Com a evolução da arquitetura de IA durante a prova de conceito — incorporando infraestrutura Harness, orquestração de múltiplos LLMs (como GPT, Claude e Gemini) e camadas de segurança e conformidade normativa —, o tempo de elaboração dos relatórios caiu de 3 horas para apenas 5 minutos, atingindo 90% de assertividade.
O debate enfatizou que o sucesso de iniciativas de inovação aberta depende fortemente da presença de uma área interna na corporação que atue como embaixadora e tradutora entre os times técnicos e a startup. Destacou-se também a relevância da validação humana final (human-in-the-loop) e a necessidade de priorizar a construção de valor e aprendizado mútuo antes de exigências burocráticas ou precificações elevadas em fases iniciais.
Tópicos principais
- Desafio na Assistência Técnica: A Irani lidava com um processo manual de até 3 horas para elaboração e formalização de relatórios de campo.
- Conexão via Inovação Aberta: O projeto foi originado no Open Day do Link Lab (ACATE), onde corporações apresentam desafios para startups.
- Interface via WhatsApp: Transposição do fluxo de registro para mensagens de áudio no WhatsApp, eliminando a digitação manual de relatórios.
- Evolução da Arquitetura de IA: Transição de agentes isolados para uma estrutura com Harness, permitindo uso dinâmico e seguro de múltiplos LLMs.
- Papel da Área de Inovação: Atuação crucial como embaixadora e intermediária cultural entre os times industriais/técnicos e a startup.
- Human-in-the-loop: Manutenção da validação humana final do técnico para aprovação de 100% dos dados gerados pela inteligência artificial.
Insights
Frases marcantes
"Tínhamos um processo de três horas e que hoje leva cinco minutos."— Letícia
"POC tem preço, mas cuidado com a ganância."— Leandro
Aplicações práticas
- 1Simplificar a coleta de dados operacionais integrando ferramentas de inteligência artificial a canais de comunicação populares como o WhatsApp.
- 2Estruturar áreas de inovação corporativa como facilitadoras culturais e tradutoras de linguagem entre setores técnicos e startups.
- 3Implementar uma camada de validação humana final (human-in-the-loop) para relatórios gerados por IA que exijam conformidade com normas ISO e governança.
- 4Adotar arquiteturas de orquestração flexíveis para integrar múltiplos modelos de LLM (GPT, Claude, Gemini) com camadas de segurança e LGPD.
- 5Iniciar projetos de inovação aberta com escopos delimitados de dados e POCs acessíveis para validar a tecnologia antes da expansão em escala.
Conclusão
O case entre Irani e Brisk evidencia como a inovação aberta aliada à inteligência artificial pode modernizar processos industriais históricos. A união de uma interface acessível, governança robusta e engajamento das lideranças permitiu reduzir drasticamente o tempo operacional de relatórios, estabelecendo um modelo replicável de parceria contínua entre grandes empresas e startups.