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SecurityTech· Painel

Segurança Digital na Era da IA: Cultura, Capacitação e o Fator Humano

26 de agosto · 15:10–15:45Palco 3
Erika Zanete
Erika Zanete
Executive Security Manager · TIM
Fabio Brodbeck
Fabio Brodbeck
CGO · OSTEC
Antonio Dias Pedroso Junior
Antonio Dias Pedroso Junior
Fundador e CEO · Foco em SEC
Uma conversa sobre como a inteligência artificial e as novas ameaças digitais estão exigindo organizações mais preparadas, com investimento contínuo em tecnologia, conhecimento, capacitação e cultura de segurança. O debate também abordará o fator humano, ainda um dos principais pontos de vulnerabilidade, e como transformar usuários em uma linha ativa de defesa.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel mediado por Fábio Brodbeck reuniu Erika Zanete e Antônio Dias Pedroso Junior para discutir o papel central do fator humano na segurança física e cibernética. A abertura destacou que, apesar da evolução acelerada das ferramentas de proteção e do surgimento da inteligência artificial, as pessoas continuam sendo a peça principal e mais vulnerável do sistema, tornando a cultura e a capacitação elementos estratégicos indispensáveis.

Durante o debate, os especialistas conceituaram a diferença entre segurança patrimonial física/eletrônica e cibersegurança, ressaltando que ambas atuam de forma entrelaçada. Foram abordados os desafios cotidianos causados pela busca dos usuários por conveniência, como a negligência ao passar por controles de acesso, o uso de senhas fracas ou repetidas e a tentativa de desabilitar o duplo fator de autenticação (MFA). Os palestrantes demonstraram como os criminosos usam a engenharia social impulsionada por IA para criar golpes altamente persuasivos e sem erros gramaticais.

Ao final, o painel reforçou a importância do princípio de Zero Trust (confiança zero) aplicado ao dia a dia pessoal e corporativo. Ficou evidente que investimentos milionários em tecnologia perdem sua eficiência se não houver um trabalho contínuo de conscientização e educação em segurança para colaboradores e seus familiares.

Tópicos principais

  • Diferença entre Segurança Física e Cibersegurança: A segurança patrimonial protege pessoas e bens presenciais, enquanto a cibersegurança defende o ambiente e os dados virtuais.
  • O Usuário como Elo Mais Vulnerável: A busca por praticidade leva usuários a burlar sistemas de controle, utilizar senhas fracas ou desativar proteções cruciais.
  • Engenharia Social Amplificada por IA: Ferramentas de IA eliminam erros gramaticais e automatizam abordagens persuasivas explorando urgência, medo e ganância.
  • Conscientização versus Investimento Tecnológico: Soluções avançadas de software e hardware perdem eficácia sem o treinamento contínuo das pessoas que operam o sistema.
  • Mentalidade Zero Trust no Cotidiano: O hábito de desconfiar de abordagens atípicas e validar identidades por canais alternativos antes de realizar qualquer ação.

Insights

Até mesmo profissionais da área de tecnologia e cibersegurança caem em simulações de phishing quando são motivados por gatilhos de ganância ou acesso a materiais gratuitos.
Com o uso de inteligência artificial, cibercriminosos conseguem simular páginas e comunicações perfeitas sem os erros ortográficos que antes facilitavam a identificação de golpes.
Assim que cibercriminosos assumem o controle de uma conta (como no Instagram), a primeira medida que tomam é ativar o segundo fator de autenticação para impedir a recuperação pela vítima.
A cibersegurança costuma receber aportes financeiros mais altos do que a segurança física devido à amplitude irrestrita e ao alcance global das ameaças virtuais.

Frases marcantes

"Porque a gente vê que o nosso maior inimigo não é mais o hacker, É o usuário."Antônio Dias Pedroso Junior
"Ferramentas são úteis, mas não são tudo."Antônio Dias Pedroso Junior

Aplicações práticas

  1. 1Manter e exigir a autenticação de dois fatores (MFA) em todos os sistemas corporativos e contas pessoais, sem ceder à tentação de desativá-la por conveniência.
  2. 2Utilizar gerenciadores de senhas seguros em vez de repetir credenciais em diferentes sites e aplicativos.
  3. 3Estabelecer o protocolo de ligar diretamente para o remetente por um canal alternativo antes de realizar qualquer transferência financeira solicitada por mensagem.
  4. 4Promover campanhas e testes práticos de conscientização em segurança de informação com simulações de phishing para equipes e familiares.
  5. 5Configurar e manter registros de logs de acesso atualizados no ambiente de TI para auditabilidade e resposta eficiente a incidentes de segurança.

Conclusão

A palestra enfatizou que a tecnologia por si só é insuficiente para garantir a proteção de uma organização. Fortalecer a cultura de segurança, educar os usuários de forma contínua e adotar a postura de confiança zero são as estratégias mais eficazes para mitigar os riscos cibernéticos e físicos na era da inteligência artificial.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026