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Internacionalização· Painel

Europe as a Softlanding Platform: innovation, industry and startup growth

28 de agosto · 17:00–17:35Palco 4
Vinícius Lages
Vinícius Lages
Gerente Assessoria de Relações Internacionais · Sebrae
Ricardo Vilella
Ricardo Vilella
Co-founder · Brazil Tech Connect
Urbano Murillo Garcia
Urbano Murillo Garcia
Conselheiro Econômico e Comercial · Embaixada da Espanha – ICEX
André Faria
André Faria
Senior Global Relations Manager · Startup Portugal
Softlanding, hubs europeus, programas publicos de inovacao, conexao com empresas, acesso ao mercado europeu, sustentabilidade, industria, deep tech e parcerias institucionais.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a utilização de Portugal e do ecossistema europeu como plataforma de pouso suave (soft landing) para a expansão de startups brasileiras. Mediado por Vinícius Lages (Sebrae Nacional) e com a participação de André Faria (Startup Portugal), o encontro destacou que a internacionalização exige preparação estruturada, compreensão das diferenças regulatórias e culturais, além de aporte financeiro significativo.

Durante o debate, André Faria apresentou a evolução do ecossistema português na última década, ressaltando o papel da legislação local — como a Lei de Startups —, dos programas Startup Visa e Tech Visa, e da rede de mais de 160 incubadoras e aceleradoras certificadas. Vinícius Lages pontuou as iniciativas recentes do Sebrae para apoiar as empresas brasileiras nesse processo, incluindo mentorias, consultorias de internacionalização e parcerias estratégicas em Lisboa.

Por fim, os palestrantes discutiram os principais dilemas enfrentados pelos fundadores, como a divisão da equipe entre o país de origem e o destino, a importância do alinhamento com normas de qualidade e regulação (como parcerias com institutos de metrologia), e os desafios de retenção e faturamento na União Europeia.

Tópicos principais

  • Ecossistema de Portugal e Startup Portugal: Entidade guarda-chuva que articula os atores do ecossistema e fortalece o ambiente de negócios há dez anos.
  • Mitos e Desafios da Internacionalização: A ilusão de que a mesma língua facilita negócios, ressaltando a barreira cultural e custos elevados.
  • Startup Visa e Rede de Incubadoras: Programa de visto condicionado ao matchmaking com incubadoras certificadas locais para apoiar o crescimento da startup.
  • Tech Visa e Atração de Talentos: Mecanismo que permite a startups em Portugal contratar talentos qualificados de qualquer lugar do mundo.
  • Conformidade Regulatória e Qualidade: Parcerias como a do IPQ para certificação e metrologia desde o início do desenvolvimento (quality-driven).
  • Dilema do Fundador e Operação Local: Desafio de dividir a equipe de fundadores entre a validação no exterior e a manutenção das operações no Brasil.

Insights

A ilusão da língua comum em Portugal pode cegar empreendedores para diferenças cruciais na cultura de negócios, regulação e acessibilidade ao investimento.
Startups que não passam por processos de incubação têm estatisticamente maior probabilidade de falha do que as incubadas no ecossistema português.
A internacionalização exige capacidade financeira realista; tentar expandir sem recursos suficientes para sustentar o processo é um erro frequente.
Conectar startups a institutos de metrologia e qualidade no país de destino agiliza a adequação regulatória e facilita pontes com grandes corporações.

Frases marcantes

"internacionalizar não é barato."André Faria

Aplicações práticas

  1. 1Fazer uma análise criteriosa da viabilidade financeira e regulatória antes de iniciar o processo de expansão internacional.
  2. 2Buscar o apoio de incubadoras e aceleradoras certificadas no país de destino para aumentar as chances de sucesso e obter suporte estratégico.
  3. 3Utilizar programas oficiais de vistos, como o Startup Visa e o Tech Visa, para facilitar a entrada e a contratação de talentos globais.
  4. 4Evitar deslocar toda a liderança ou o time técnico para o exterior se isso comprometer a operação principal e o faturamento no Brasil.
  5. 5Alinhar o produto ou serviço aos padrões exigidos por órgãos de metrologia e regulação do mercado europeu desde o início do processo.

Conclusão

A internacionalização para a Europa via Portugal oferece uma infraestrutura madura e acesso ao mercado europeu, mas requer planejamento minucioso, visão realista de custos e articulação com parceiros locais. Apoiar-se na rede de incubadoras e compreender as particularidades regulatórias são passos fundamentais para transformar o pouso suave em um crescimento sustentável.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026