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Internacionalização· Painel

Beyond the Obvious Markets: Asia and Africa as New Frontiers for Innovation

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 4
Charles Odii
Charles Odii
Director-General · Small and Medium Enterprises Development Agency of Nigeria (SMEDAN)
Marco Duarte Rizzolio
Marco Duarte Rizzolio
Co-founder, 929 Challenge · 929 Challenge
Felipe Lana Verillo
Felipe Lana Verillo
Especialista em Investimentos · ApexBrasil
Senisha Moonsamy
Senisha Moonsamy
Global Innovation Strategist · WIPO
Os mercados emergentes vêm ganhando protagonismo nas estratégias globais de inovação e crescimento. Reunindo representantes de Macau (929 Challenge), Nigéria e África do Sul, este painel apresentará oportunidades em ecossistemas de alto potencial para startups brasileiras que buscam explorar novas rotas de internacionalização. A discussão abordará temas como deep tech, agritech, healthtech, manufatura avançada, economia sustentável e a crescente relevância das conexões Sul-Sul para geração de negócios, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a necessidade de startups brasileiras olharem além dos mercados tradicionais (como Estados Unidos, Europa e América Latina) e explorarem as oportunidades emergentes nos continentes africano e asiático, representados no debate por Nigéria, África do Sul e China (via Macau). Destacou-se que o risco da internacionalização para regiões em forte crescimento econômico é equivalente ao de ingressar em mercados vizinhos, porém com um potencial de mercado significativamente superior e menos saturado.

Na África, Nigéria e África do Sul surgem como portas de entrada estratégicas. A Nigéria consolida-se como um gigante de 250 milhões de habitantes com uma população jovem e altamente empreendedora, apresentando demandas urgentes por tecnologias de agrotech e processamento de alimentos. Já a África do Sul apresenta desafios socioeconômicos e ambientais muito semelhantes aos do Brasil, sendo um ambiente altamente propício para a adaptação de soluções em fintechs, agrotech, tecnologias verdes e saúde.

Na Ásia, a região de Macau e a Baía Grande da China (Greater Bay Area) funcionam como uma ponte ideal para empreendedores lusófonos. Graças ao patrimônio histórico e linguístico de Macau, startups brasileiras encontram facilidades regulatórias para acessar a maior cadeia de suprimentos do mundo, parques tecnológicos de ponta e o robusto ecossistema de venture capital sediado em Hong Kong.

Tópicos principais

  • Nigéria como Hub de Inovação Africano: Mercado de 250 milhões de habitantes com forte demanda em agrotech, agroprocessamento e mão de obra jovem e qualificada em tecnologia.
  • Macau e Greater Bay Area na China: Porta de entrada estratégica para startups lusófonas acessarem o ecossistema industrial, fabril e de investimento chinês.
  • África do Sul e Convergência com o Brasil: Mercado-chave com desafios socioeconômicos e soluções muito parecidas com as do cenário brasileiro.
  • Conexão Sul-Sul e Acordos Bilaterais: Parcerias institucionais (como acordos entre SEBRAE e SMEDAN) facilitando a expansão internacional e redução de burocracias.
  • Acesso a Venture Capital e Redes Globais: Oportunidades de financiamento e aceleração através de iniciativas como o 929 Challenge e parques científicos em Hong Kong.

Insights

O risco de internacionalizar uma startup para mercados de rápido crescimento na África ou Ásia é proporcionalmente o mesmo de ir para países vizinhos da América Latina, porém com escala de retorno imensamente maior.
Macau possui o português como língua oficial e sistema jurídico favorável, o que descomplica burocracias de abertura de empresas e contas bancárias para acessar o mercado da China continental.
A Nigéria possui uma grande abundância de desenvolvedores e programadores jovens que falam inglês, oferecendo um polo de talentos altamente competitivo para startups de tecnologia.
Ter um parceiro ou cofundador local é o fator mais crítico para navegar a cultura de negócios, regulamentações específicas e incentivos governamentais nesses novos mercados.

Frases marcantes

"O risco de ir para a Argentina e fazer mal É o mesmo risco de ir para a África e fazer mal."Felipe Lana Verillo
"Nelson Mandela disse que é quase impossível até que seja feito."Senisha Moonsamy

Aplicações práticas

  1. 1Buscar parcerias com empresas ou agentes locais para superar barreiras regulatórias e acessar linhas de financiamento e subsídios locais.
  2. 2Participar de competições de pitch e programas de soft landing voltados a mercados emergentes, como o 929 Challenge na China.
  3. 3Utilizar pontes institucionais e memorandos de entendimento existentes entre órgãos como SEBRAE, SMEDAN e ApexBrasil para agilizar licenças e conexões comerciais.
  4. 4Explorar a contratação de talentos de tecnologia na Nigéria para expandir equipes de desenvolvimento de forma competitiva.
  5. 5Aproveitar mapas digitais de ecossistemas (como os desenvolvidos na África do Sul) para identificar parceiros, fundadores e órgãos reguladores de forma direta.

Conclusão

Ásia e África deixaram de ser destinos alternativos para se tornarem fronteiras inevitáveis para startups brasileiras em busca de escala e inovação. Com pontes institucionais e culturais já estabelecidas, os empreendedores que superarem os vieses tradicionais encontrarão ecossistemas vibrantes, abundância de capital e oportunidades massivas nesses mercados.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 30 de agosto de 2026