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AgTech· Talk

Mapa do Agronegócio e Radar Agtech de Santa Catarina

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 3
Juliane blianski
Juliane blianski
CEO · Maneje Bem
Caroline Rodrigues Dutra
Caroline Rodrigues Dutra
Gerente Institucional · FACISC
Henrique Fernandes Bez
Henrique Fernandes Bez
Gestor do Centro de Inteligência e Estratégia · FACISC
Quais são as vocações, oportunidades e desafios que moldam o futuro do agro catarinense? A partir da apresentação inédita do Mapa do Agronegócio e do Radar AgTech de Santa Catarina, especialistas debatem os dados, tendências e movimentos que estão transformando o ecossistema de inovação, tecnologia e negócios no campo. Uma visão estratégica para entender onde estamos e para onde o agro de Santa Catarina está caminhando.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel apresentou dados detalhados do Mapa do Agronegócio e do Radar Agtech de Santa Catarina, iniciativas lideradas pela FACISC e ACATE para desmistificar a percepção sobre o setor no estado. Foi demonstrado que o agronegócio catarinense é altamente diversificado e de alto valor agregado, representando 35% da economia estadual, 36% dos empregos e faturamento anual de R$ 144 bilhões — posicionando Santa Catarina em 5º lugar nacional, à frente de estados tradicionais como Mato Grosso e Goiás.

Na sequência, apresentou-se o mapeamento das agtechs estaduais, revelando que mais de 70% das startups do setor ainda são micro ou pequenas empresas. Além disso, cerca de 60% dessas empresas de tecnologia estão localizadas na Grande Florianópolis, mostrando que estar próximo a ecossistemas de inovação, talentos e capital costuma ser mais decisivo no início do negócio do que a proximidade física com o campo produtivo.

Por fim, os palestrantes debateram os desafios de escala do setor tech no agro, ressaltando que o ciclo de maturidade de uma agtech costuma ultrapassar uma década. Para impulsionar o crescimento, defenderam o fortalecimento dos centros regionais de inovação para conectar soluções tecnológicas às vocações específicas de cada polo produtivo catarinense.

Tópicos principais

  • Força Econômica do Agro Catarinense: O setor movimenta R$ 144 bilhões por ano e responde por 35% do PIB e 36% da força de trabalho do estado.
  • Predominância da Agroindústria: 40% do faturamento agro do estado vem da agroindústria, evidenciando alto valor agregado em contraste com estados focados em commodities.
  • Liderança Nacional de Produção: SC lidera a produção nacional de maçã (50%), moluscos/ostras (até 86%) e responde por 52% das exportações brasileiras de carne suína.
  • Diagnóstico do Radar Agtech SC: Levantamento da ACATE que mapeou o ecossistema local, identificando que mais de 70% das agtechs são micro e pequenas empresas.
  • Concentração Geográfica em Florianópolis: Cerca de 60% das agtechs estão na Grande Florianópolis devido ao ecossistema de tecnologia, capital e capital humano.
  • Desafio da Tração e Vale da Morte: Startups na faixa de R$ 500 mil a R$ 1 milhão enfrentam dificuldade para estruturar equipes e escalar antes de atingir maturidade.
  • Prevalência do Modelo B2B: A grande maioria das agtechs opera no modelo B2B devido às barreiras de venda direta (B2C) ao produtor rural individual.

Insights

Proximidade de ecossistemas de inovação e capital costuma pesar mais para o nascimento e desenvolvimento de agtechs do que a proximidade com as áreas agrícolas produtivas.
A maturidade de startups no agronegócio leva mais de uma década; nenhuma empresa de médio/grande porte mapeada no radar foi fundada após 2010.
Agtechs mais maduras (faturamento acima de R$ 5 milhões) tendem a internalizar o desenvolvimento de tecnologia e atuar de forma diversificada em múltiplos segmentos da cadeia.
A forte presença da agroindústria em Santa Catarina eleva os índices de formalidade do setor no estado (51%), servindo também como principal canal de tração para tecnologias agrícolas via B2B.

Frases marcantes

"35% da economia catarinense gira em torno do agronegócio."Henrique Fernandes Bez
"Seis em cada dez empresas do radar estão na Grande Florianópolis"Juliane blianski

Aplicações práticas

  1. 1Utilizar os Centros de Inovação regionais de Santa Catarina para direcionar tecnologias agrícolas de acordo com a vocação produtiva local (ex.: dentro da porteira no Oeste, logística em Joinville).
  2. 2Focar no desenvolvimento de modelos B2B e parcerias com agroindústrias e cooperativas para ganhar capilaridade no atendimento a pequenos produtores familiares.
  3. 3Criar programas de aceleração e instrumentos de capital de giro voltados especificamente a agtechs na fase de tração (faturando entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão) para ajudá-las a superar o 'vale da morte'.
  4. 4Estimular a internalização e a propriedade intelectual da tecnologia desenvolvida nas agtechs à medida que a empresa avança no faturamento.

Conclusão

O painel demonstrou a relevância do agronegócio catarinense e a consolidação de seu ecossistema de inovação. O próximo passo estratégico exige integrar a capacidade tecnológica concentrada na capital com as demandas produtivas do interior do estado, garantindo que o investimento chegue às startups em fase de tração para transformar o setor agropecuário catarinense.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026