Mapa do Agronegócio e Radar Agtech de Santa Catarina



Resumo executivo
O painel apresentou dados detalhados do Mapa do Agronegócio e do Radar Agtech de Santa Catarina, iniciativas lideradas pela FACISC e ACATE para desmistificar a percepção sobre o setor no estado. Foi demonstrado que o agronegócio catarinense é altamente diversificado e de alto valor agregado, representando 35% da economia estadual, 36% dos empregos e faturamento anual de R$ 144 bilhões — posicionando Santa Catarina em 5º lugar nacional, à frente de estados tradicionais como Mato Grosso e Goiás.
Na sequência, apresentou-se o mapeamento das agtechs estaduais, revelando que mais de 70% das startups do setor ainda são micro ou pequenas empresas. Além disso, cerca de 60% dessas empresas de tecnologia estão localizadas na Grande Florianópolis, mostrando que estar próximo a ecossistemas de inovação, talentos e capital costuma ser mais decisivo no início do negócio do que a proximidade física com o campo produtivo.
Por fim, os palestrantes debateram os desafios de escala do setor tech no agro, ressaltando que o ciclo de maturidade de uma agtech costuma ultrapassar uma década. Para impulsionar o crescimento, defenderam o fortalecimento dos centros regionais de inovação para conectar soluções tecnológicas às vocações específicas de cada polo produtivo catarinense.
Tópicos principais
- Força Econômica do Agro Catarinense: O setor movimenta R$ 144 bilhões por ano e responde por 35% do PIB e 36% da força de trabalho do estado.
- Predominância da Agroindústria: 40% do faturamento agro do estado vem da agroindústria, evidenciando alto valor agregado em contraste com estados focados em commodities.
- Liderança Nacional de Produção: SC lidera a produção nacional de maçã (50%), moluscos/ostras (até 86%) e responde por 52% das exportações brasileiras de carne suína.
- Diagnóstico do Radar Agtech SC: Levantamento da ACATE que mapeou o ecossistema local, identificando que mais de 70% das agtechs são micro e pequenas empresas.
- Concentração Geográfica em Florianópolis: Cerca de 60% das agtechs estão na Grande Florianópolis devido ao ecossistema de tecnologia, capital e capital humano.
- Desafio da Tração e Vale da Morte: Startups na faixa de R$ 500 mil a R$ 1 milhão enfrentam dificuldade para estruturar equipes e escalar antes de atingir maturidade.
- Prevalência do Modelo B2B: A grande maioria das agtechs opera no modelo B2B devido às barreiras de venda direta (B2C) ao produtor rural individual.
Insights
Frases marcantes
"35% da economia catarinense gira em torno do agronegócio."— Henrique Fernandes Bez
"Seis em cada dez empresas do radar estão na Grande Florianópolis"— Juliane blianski
Aplicações práticas
- 1Utilizar os Centros de Inovação regionais de Santa Catarina para direcionar tecnologias agrícolas de acordo com a vocação produtiva local (ex.: dentro da porteira no Oeste, logística em Joinville).
- 2Focar no desenvolvimento de modelos B2B e parcerias com agroindústrias e cooperativas para ganhar capilaridade no atendimento a pequenos produtores familiares.
- 3Criar programas de aceleração e instrumentos de capital de giro voltados especificamente a agtechs na fase de tração (faturando entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão) para ajudá-las a superar o 'vale da morte'.
- 4Estimular a internalização e a propriedade intelectual da tecnologia desenvolvida nas agtechs à medida que a empresa avança no faturamento.
Conclusão
O painel demonstrou a relevância do agronegócio catarinense e a consolidação de seu ecossistema de inovação. O próximo passo estratégico exige integrar a capacidade tecnológica concentrada na capital com as demandas produtivas do interior do estado, garantindo que o investimento chegue às startups em fase de tração para transformar o setor agropecuário catarinense.