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Founder Stage· Palestra

O novo berço das fintechs na era da hiper-regulamentação

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 9
Douglas Storf
Douglas Storf
CEO e Founder · Swap
A inovação em produtos financeiros depende de uma infraestrutura sólida, flexível e escalável. Nesta palestra, Douglas apresenta como a evolução da infraestrutura financeira tem permitido que empresas lancem novos modelos de negócio, acelerem o desenvolvimento de soluções e criem experiências mais eficientes para seus clientes. Uma visão prática sobre os fundamentos tecnológicos que impulsionam a próxima geração de fintechs e plataformas digitais.
Sumário executivo

Resumo executivo

O palestrante Douglas Storf contextualiza a trajetória das fintechs no Brasil, ressaltando como a mentalidade inicial de ruptura deu lugar a um ecossistema amadurecido e altamente regulado pelo Banco Central. A partir do histórico da Swap e da transição regulatória iniciada na última década, ele demonstra que a máxima de "mover rápido e quebrar coisas" tornou-se inviável diante do aumento das exigências de capital, compliance e governança.

Nesse novo cenário, o Banking as a Service (BaaS) passa pela transição da fase 1.0 (centrada apenas em tecnologia e APIs) para a fase 2.0, onde a confiança, a resiliência regulatória e a segurança são os verdadeiros diferenciais competitivos. A regulamentação do setor formalizou as figuras do prestador (entidade supervisionada) e do tomador (focado na experiência do usuário), permitindo que novas fintechs continuem inovando sem a necessidade de obter licenças bancárias diretas desde o primeiro dia.

Por fim, Storf aponta que a próxima grande fronteira de inovação financeira está no segmento B2B, historicamente negligenciado e dominado por processos manuais. Com o avanço dos agentes de Inteligência Artificial para gestão de pagamentos corporativos e a migração de softwares de SaaS informacionais para plataformas transacionais embutidas, a infraestrutura de BaaS continuará sendo a ponte indispensável para conectar essas soluções ao ambiente regulado.

Tópicos principais

  • Evolução do mercado regulado: A transição do Banco Central de uma fase de abertura para um período de rigor regulatório e exigências de capital.
  • BaaS 1.0 vs. BaaS 2.0: A mudança de foco da tecnologia e disponibilidade de APIs para governança, conformidade e construção de confiança.
  • Regulamentação do BaaS (Resolução 16): A clareza de papéis entre o prestador de serviços (responsável regulatório) e o tomador de serviços (focado em produto).
  • Gargalo no mercado financeiro B2B: O contraste entre a inovação no B2C e as finanças corporativas B2B ainda presas a processos manuais da década de 90.
  • Agentes de IA na automação financeira: O papel da inteligência artificial como nova interface pagadora B2B, necessitando de infraestrutura para operar no mundo regulado.
  • Migração de SaaS informacional para transacional: A oportunidade de empresas de software adicionarem serviços financeiros embutidos diretamente nas linhas do P&L dos clientes.

Insights

A máxima do 'move fast and break things' não funciona mais no mercado financeiro regulado, onde a segurança e a conformidade antecedem a operação.
Os agentes de Inteligência Artificial gerenciarão trilhões de dólares em transações B2B, mas nunca terão licenças bancárias, dependendo criticamente de infraestruturas de BaaS.
Enquanto o mundo B2C revolucionou a experiência bancária no celular, o B2B corporativo permanece atrasado, representando a maior oportunidade atual de inovação.
Sistemas de segurança e antifraude têm melhor desempenho quando operam em ecossistemas de perímetro expandido do que em estruturas isoladas por empresa.

Frases marcantes

"O move fast and break things não funciona no mercado regulado mais."Douglas Storf
"A regulação não mudou a estrutura do mercado, Ela mudou onde moram as responsabilidades."Douglas Storf
"Essa é a nova interface que vai mover o dinheiro B2B."Douglas Storf
"A tecnologia é o ponto de partida, mas o que virou escasso, de fato, É a confiança e a forma como você consegue construir em cima dela."Douglas Storf

Aplicações práticas

  1. 1Construir novos produtos financeiros na posição de tomador de BaaS para focar na experiência do cliente sem assumir o ônus de licenças bancárias diretas.
  2. 2Evoluir soluções de software B2B do modelo informacional (relatórios) para o transacional (embedded finance), capturando valor diretamente nas linhas do P&L.
  3. 3Preparar a infraestrutura de tesouraria e pagamentos corporativos para a integração com agentes automatizados de IA.
  4. 4Aproveitar redes e plataformas de infraestrutura compartilhada para fortalecer mecanismos antifraude por meio do monitoramento em perímetro expandido.

Conclusão

A palestra evidencia que a hiper-regulamentação do setor financeiro não bloqueou a inovação, mas elevou a exigência por governança e maturidade. Ao se apoiar no modelo de Banking as a Service, as novas fintechs e empresas de software B2B conseguem escalar soluções transacionais e integrar inteligência artificial com total segurança regulatória.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026