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HealthTech· Painel

Enquanto startups de software escalam rápido, deeptech aposta décadas antes de lucrar

27 de agosto · 15:10–15:45Palco 3
Betina Giehl Zanetti Ramos
Betina Giehl Zanetti Ramos
Presidente · Nanovetores
Maria de Lourdes Magalhães
Maria de Lourdes Magalhães
CEO · Scienco Biotech
Fernanda Berti
Fernanda Berti
CEO · JBS Biotech
De laboratório a mercado: o caminho que a maioria das deeptechs não sobrevive para contar. Scienco, JBS Biotech e Nanovetores expõem os erros, os prazos reais e o que de fato converte ciência em resultado.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou os desafios e as particularidades da jornada de desenvolvimento de startups de deep tech e biotecnologia, marcadas por ciclos de desenvolvimento longos, altos custos e severas barreiras regulatórias. Sob mediação de Betina Ramos (ACAT / NanoVetores), as palestrantes Maria de Lourdes Magalhães (Cienco Biotec) e Fernanda Berti (JBS Biotec) compartilharam suas perspectivas sobre como transformar a ciência acadêmica e corporativa em soluções com real impacto econômico e social.

Um dos pontos centrais debatidos foi a virada de mindset necessária para o cientista que se torna empreendedor. As painelistas destacaram que uma tecnologia potente não representa o fim do caminho, mas apenas o ponto de partida para a criação de um negócio. Para superar o temido 'Vale da Morte' nas deep techs, é indispensável integrar áreas de negócios, assuntos regulatórios e engenharia, garantindo a escalabilidade e o alinhamento das soluções com os tempos do mercado e das agências reguladoras.

Por fim, enfatizou-se o valor das parcerias entre startups de base científica e grandes corporações, a necessidade de formar equipes multidisciplinares e a relevância de aproveitar incentivos de fomento e patentes. Destacou-se também que o avanço de tecnologias transversais, como a inteligência artificial, vem reduzindo os riscos e acelerando o tempo de chegada das deep techs ao mercado.

Tópicos principais

  • Mindset do cientista-empreendedor: A tecnologia avançada é o início da jornada empreendedora, e não o produto final.
  • Conceito prático de inovação: A ciência só se converte em inovação quando resolve uma dor real pela qual o mercado se dispõe a pagar.
  • Superação do Vale da Morte: O insucesso de deep techs decorre de escassez financeira aliada a desafios de escala, validação técnica e atrasos regulatórios.
  • Parcerias entre startups e corporações: A colaboração com grandes empresas acelera o acesso ao mercado, a escala industrial e a validação regulatória.
  • Formação de times multidisciplinares: Startups de deep tech não escalam apenas com cientistas; exigem profissionais de gestão, regulatório e mercado.
  • Redução de riscos com novas tecnologias: O uso de Inteligência Artificial e análise de dados está encurtando o tempo de validação de deep techs.

Insights

Premiações e reconhecimentos não geram caixa direto, mas atuam como aceleradores da reputação e da construção de relacionamentos de confiança com o mercado.
A sincronia entre o tempo da inovação e a maturidade das agências reguladoras é um dos fatores mais críticos e negligenciados na sobrevivência da deep tech.
Em vez de tentar formar profissionais do zero com a pressa do mercado, é fundamental ter paciência no desenvolvimento de pessoas e construir times multidisciplinares desde o início.
Pesquisar bancos de patentes antes de iniciar o desenvolvimento é vital para evitar investimentos em tecnologias que já possuem titularidade registrada.

Frases marcantes

"uma coisa é você achar que a tecnologia é o fim do caminho E outra coisa é você achar que a tecnologia é o início de um novo caminho, Até ele realmente gerar uma solução."Maria de Lourdes Magalhães
"A gente só faz inovação, Quando a gente resolve a dor de alguém E alguém paga por aquela solução."Fernanda Berti
"networking é diferente de um relacionamento de confiança."Maria de Lourdes Magalhães

Aplicações práticas

  1. 1Mapear e conversar com o mercado consumidor desde o início da pesquisa científica para desenvolver soluções direcionadas a dores reais.
  2. 2Realizar busca prévia nos bancos de patentes antes de iniciar pesquisas aplicadas para evitar a duplicação de tecnologias já protegidas.
  3. 3Montar equipes com inteligências complementares, unindo cientistas a especialistas em regulatório, engenharia de escala e gestão de negócios.
  4. 4Buscar parcerias com grandes corporações para validar a aplicação industrial da tecnologia e acelerar os processos de entrada no mercado.
  5. 5Aproveitar editais de fomento públicos e programas direcionados para financiar as etapas de maior risco tecnológico.

Conclusão

O painel evidenciou o potencial transformador da biotecnologia e das deep techs brasileiras no cenário global. A integração entre ciência de ponta, visão de mercado, equipes multidisciplinares e pontes sólidas com corporações e órgãos reguladores é o caminho para vencer os longos ciclos do setor e transformar pesquisas em valor econômico e social.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026