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SecurityTech· Painel

Quando Segurança Vira Produto: Como Plataformas Constroem Confiança

26 de agosto · 17:00–17:35Palco 3
Lídia Aparecida Cury Reiss
Lídia Aparecida Cury Reiss
Chefe do Departamento de Segurança · Banco Central do Brasil
Ana Flavia Bello
Ana Flavia Bello
Presidente · ASIS Capítulo Sul Brasil
Roberto Zapotoczny Costa
Roberto Zapotoczny Costa
Sócio · THE FIRST CONSULTORIA
Uma discussão sobre como plataformas digitais incorporam segurança, proteção de usuários e resposta a incidentes à própria experiência do produto, transformando confiança em um elemento essencial para crescimento e escala.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a transformação da segurança de uma função operacional de retaguarda para um componente central de valor e produto em plataformas digitais. Mediado por Ana Flávia Bello, o debate reuniu as perspectivas de Lídia Aparecida Cury Reiss, do Banco Central do Brasil, e Roberto Zapotoczny Costa, da The First Consultoria, discutindo como a confiança é construída entre organizações, fornecedores e clientes finais.

Lídia Reiss destacou que a contratação de tecnologia para infraestruturas críticas exige critérios rigorosos além do discurso comercial, enfatizando o security by design, a integração simplificada com sistemas legados, a transparência sobre as limitações do escopo e provas de conceito (PoC) bem estruturadas. Para atender às necessidades do setor público e de equipes enxutas, reforçou-se a importância do modelo 'produto mais serviço', englobando pós-venda, suporte ativo e geração de relatórios estratégicos para o board.

Roberto Costa explicou que a segurança é percebida como produto quando a análise de risco demonstra um retorno financeiro concreto por meio da redução de perdas. Ele introduziu a maturidade do tratamento de dados até o nível de inteligência qualificada (informação A1) e a evolução para o Security Intelligence 4.0, no qual o cruzamento preditivo de dados cibernéticos e físicos restringe a atuação criminosa e agiliza a tomada de decisão em crises.

Tópicos principais

  • Security by design e PoC rigorosa: A avaliação de plataformas deve ir além do discurso comercial por meio de provas de conceito estruturadas e arquitetura segura nativa.
  • Segurança como redução de perdas: A solução de segurança atua como produto quando a análise de risco comprova retorno financeiro ao evitar prejuízos.
  • Modelo Produto + Serviço: Equipes enxutas necessitam de soluções que combinem software com serviços de implementação, treinamento e suporte pós-venda.
  • Informação qualificada A1: Dados brutos convertem-se em inteligência acionável quando checados em fontes confiáveis para orientar decisões com menor margem de erro.
  • Gestão de incidentes em infraestruturas críticas: Ferramentas devem emitir alertas preditivos e conter ameaças mantendo a disponibilidade de serviços essenciais.
  • Security Intelligence 4.0: Integração preditiva de dados de diferentes plataformas para combater o avanço dos crimes cibernéticos e fraudes complexas.

Insights

A transparência de um fornecedor sobre as limitações e o que o produto NÃO entrega constrói mais confiança com grandes contratantes do que promessas de cobertura irrestrita.
Em momentos de crise em infraestruturas críticas, a contenção de incidentes deve ser desenhada para preservar a disponibilidade mínima dos serviços, evitando a interrupção total das operações.
A segurança preventiva é difícil de mensurar financeiramente; plataformas devem consolidar dados dispersos em relatórios estratégicos para provar o valor do orçamento defendido perante a diretoria.
Soluções de segurança no setor público dependem criticamente do suporte e serviço acoplados ao produto, devido às limitações de pessoal especializado nas equipes internas.

Frases marcantes

"Às vezes, a gente confia muito mais num produto e num fornecedor que é honesto e transparente sobre o que ele entrega e o que ele não entrega."Lídia Aparecida Cury Reiss
"A1 é a informação de uma fonte confiável e a informação foi verificada."Roberto Zapotoczny Costa
"A análise de riscos nos ajuda a dimensionar o que nós vamos entregar e aquilo vai trazer de retorno para a empresa."Roberto Zapotoczny Costa

Aplicações práticas

  1. 1Realizar provas de conceito (PoC) realistas integradas ao ambiente computacional legado antes da assinatura de contratos de tecnologia em segurança.
  2. 2Embutir serviços de suporte, treinamento e acompanhamento contínuo no modelo de precificação para atender clientes com equipes internas enxutas.
  3. 3Utilizar metodologias de análise de risco para quantificar financeiramente a redução de perdas e demonstrar o ROI das ferramentas para a alta gestão.
  4. 4Unificar dados de diferentes fontes (logs, controle de acesso e câmeras) em plataformas de gestão para gerar inteligência executiva em vez de relatórios isolados.
  5. 5Desenvolver alertas preditivos com interface transparente e relatórios em linguagem acessível para facilitar a tomada de decisão rápida durante crises.

Conclusão

A segurança se consolida como produto no momento em que supera a atuação operacional reativa e gera valor mensurável ao negócio por meio da mitigação de riscos e inteligência acionável. A construção da confiança depende do equilíbrio entre arquitetura técnica robusta, transparência sobre as entregas e capacidade de manter a continuidade dos serviços mesmo diante de incidentes críticos.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026