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Tendências· Palestra

Do Caos à Escala: Superando a Adolescência em IA Generativa

28 de agosto · 14:15–14:50Palco 7
Thales Linke
Thales Linke
Senior Manager · IEBT Innovation
A revolução da IA não está chegando, ela já começou. Descubra como profissionais e empresas estão usando inteligência artificial para ganhar produtividade, criar vantagem competitiva e redefinir o trabalho.
Sumário executivo

Resumo executivo

O palestrante aborda o paradoxo atual da Inteligência Artificial Generativa: enquanto a adoção por colaboradores individuais cresce aceleradamente, a imensa maioria das empresas enfrenta sérias dificuldades para obter retorno financeiro tangível e institucionalizar essas soluções. Esse cenário favorece o surgimento do Shadow AI, fenômeno em que ferramentas não homologadas são utilizadas em rotinas de trabalho à margem do controle da área de TI e da governança.

Para explicar esse gap, Thales caracteriza o momento de mercado como uma fase de "adolescência tecnológica", na qual a busca por identidade e a experimentação descentralizada se sobressaem sobre o planejamento e a gestão de riscos. A discrepância entre os interesses dos indivíduos (focados em autonomia e produtividade pontual) e as necessidades das empresas (focadas em processos, controle e conformidade) resulta no fracasso de grande parte dos projetos corporativos de IA.

A superação desse estado caótico exige diferenciar a simples adoção tecnológica da verdadeira maturidade corporativa. O caminho rumo à adoção governada envolve o inventário rigoroso de ferramentas, a aplicação de métricas técnicas de avaliação de qualidade e a capacitação contínua de colaboradores e lideranças.

Tópicos principais

  • Adoção individual vs. institucionalização: A diferença entre pessoas usarem IA de forma autônoma e a empresa conseguir integrar a tecnologia em processos corporativos.
  • O risco do Shadow AI: A proliferação desordenada de ferramentas de IA não homologadas por colaboradores e executivos em grandes corporações.
  • A fase da 'adolescência' em IA Generativa: Estágio marcado pelo deslumbre, alta experimentação e falta de mecanismos centralizados de governança.
  • Estágios de maturidade corporativa: Transição da adoção espontânea (baixa maturidade) para a estruturante (média) até a governada (alta maturidade).
  • Métricas técnicas de avaliação de qualidade: A importância de ir além do Hype avaliando IA por métricas como F1-score, Rouge e similaridade de cosseno.
  • Letramento e capacitação contínua: Necessidade de educar times e lideranças para compreenderem os limites e riscos das tecnologias generativas.

Insights

Alta taxa de adoção individual de IA não equivale à maturidade corporativa; em muitos casos, o uso desordenado por colaboradores sinaliza baixíssima maturidade.
Existe um descolamento perigoso entre a captura de valor (feita pela pessoa física/setor) e a gestão de risco (que recai integralmente sobre o CNPJ).
Proibir o uso de ferramentas sem oferecer alternativas homologadas eficientes é ineficaz, pois a maioria dos colaboradores continuará utilizando IA por conta própria.
Alcançar maturidade corporativa em IA exige tornar a tecnologia 'chata', aplicando políticas, homologações e governança rigorosas.

Frases marcantes

"Adotar uma ferramenta e institucionalizá-la são coisas muito diferentes."Thales Linke
"Não confunda adoção com maturidade."Thales Linke

Aplicações práticas

  1. 1Mapear e criar um inventário completo de todas as ferramentas e motores de IA generativa em uso na organização.
  2. 2Estabelecer esteiras duplas de homologação de soluções (técnica e organizacional/gerencial) antes de liberar novas IAs.
  3. 3Exigir métricas técnicas objetivas (como acurácia, F1-score e similaridade de cosseno) para avaliar a qualidade de soluções e fornecedores de IA.
  4. 4Implementar rotinas contínuas de letramento corporativo em IA para capacitar equipes sobre funcionamento, limitações e riscos.
  5. 5Redefinir arranjos de governança para reequilibrar a responsabilidade do risco com a captura real de valor nos setores operacionais.

Conclusão

Superar a adolescência em IA Generativa exige sair da experimentação orgânica e implementar uma governança ativa e bem-estruturada. Ao transformar a IA de uma iniciativa individual caótica em um ativo corporativo governado, as empresas conseguem mitigar riscos graves de segurança e extrair valor sustentável da tecnologia.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026