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RetailTech· Painel

Como construir produtos que continuam gerando valor depois da venda

26 de agosto · 16:05–16:40Palco 6
Gisele Tonello
Gisele Tonello
VP Software Business Unit · Stellantis South America
Felipe Roman
Felipe Roman
AI Director · RD Station
Dimitrius Comiotto
Dimitrius Comiotto
CEO · Carfy
Em um painel que conecta Stellantis e RD Station/TOTVS, a conversa parte do setor automotivo para discutir uma transformação que atravessa todos os mercados: na era da IA, da conectividade e dos dados, vencerá quem souber construir relacionamentos contínuos com seus clientes, e não apenas quem tiver o melhor produto.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel discutiu a transformação no ciclo de vida dos produtos promovida pela facilidade de criação via inteligência artificial e conectividade contínua. Enquanto a IA acelerou drasticamente o desenvolvimento inicial, o novo desafio estratégico das empresas — seja no setor de SaaS ou no automotivo — deslocou-se da velocidade de lançamento para a capacidade de manter o produto relevante e gerando valor constante após a venda.

Sob a perspectiva industrial, a Stellantis exemplificou como veículos conectados transformaram a relação transacional com o cliente em uma plataforma contínua de software e serviços. Do lado de tecnologia e SaaS, a RD Station reforçou que a facilidade técnica de reproduzir softwares tornou os canais de distribuição, a autoridade de marca e as redes intangíveis de parceiros os verdadeiros diferenciais competitivos sustentáveis no mercado atual.

Por fim, os palestrantes apontaram as tendências para a evolução dos produtos, prevendo uma transição para experiências fluidas sem fricção, com interfaces operadas por linguagem natural e soluções tão intuitivas que eliminam a necessidade de explicações ou treinamentos extensos.

Tópicos principais

  • Commoditização do desenvolvimento de software: A inteligência artificial reduziu o tempo de criação de produtos, aumentando a ameaça de substituição rápida por concorrentes.
  • Carro como plataforma de relacionamento: A Stellantis utiliza dados de veículos conectados para entregar atualizações de software, segurança e conveniência contínuas pós-venda.
  • Canais de distribuição como vantagem competitiva: Em um cenário de cópia fácil de tecnologia, o diferencial sustentável reside na força da distribuição e nas redes comerciais.
  • Cultura de testes e tolerância ao erro: Para incumbentes inovarem com velocidade, lideranças precisam assumir riscos e aceitar falhas em experimentos rápidos.
  • Ativos intangíveis e defensibilidade: Marcas consolidadas e redes confiáveis de revenda ou concessionárias criam barreiras de entrada difíceis de clonar.
  • Produtos operados sem interface: O futuro dos softwares aponta para o uso de linguagem natural e interoperabilidade por IA em vez de telas e menus complexos.

Insights

Em um mercado onde a tecnologia é rapidamente replicável, a principal alavanca de sucesso migrou do desenvolvimento do produto para a maturidade da estratégia comercial e de distribuição.
A conectividade contínua transforma produtos físicos em modelos de assinatura SaaS, em que o valor do bem evolui ao longo do tempo por atualizações remotas de software.
O valor mais defensável de uma empresa muitas vezes reside no intangível, como a confiança na marca e a densidade de sua rede de parceiros, elementos impossíveis de copiar via código.
Existe um limite sutil no engajamento pós-venda: o contato frequente via produto digital só é aceito pelo cliente se gerar utilidade clara e sem causar fricção.

Frases marcantes

"Sem a menor sombra de dúvidas, canal de distribuição. Essa é talvez o único diferencial competitivo real."Felipe Roman
"Serão aqueles que serão operados sem interface."Felipe Roman
"Para mim são os produtos que gerem valor real para o cliente E, mais importante, que eles não precisem ser explicados, Porque eu acho que a jornada do cliente, Tem que ser fluida, sem fricção."Gisele Tonello

Aplicações práticas

  1. 1Priorizar investimentos no canal de distribuição e go-to-market em vez de alocar recursos excessivos na criação de recursos técnicos facilmente clonáveis.
  2. 2Estabelecer réguas de relacionamento pós-venda baseadas em dados de uso real do cliente, garantindo que cada interação entregue conveniência explícita.
  3. 3Incorporar capacidades de linguagem natural no produto para simplificar o onboarding e a operacionalização por parte dos usuários.
  4. 4Fortalecer redes de parceiros comerciais e ecossistemas para consolidar defensibilidade de mercado através de ativos intangíveis.
  5. 5Desenvolver uma cultura de inovação baseada em testes rápidos e acessíveis, encorajando a liderança a assumir riscos calculados.

Conclusão

Construir produtos duradouros na era da inteligência artificial exige direcionar o foco da mera execução técnica para a criação de valor contínuo e experiência sem atrito. As empresas que triunfarem serão aquelas que combinarem interfaces invisíveis, usabilidade intuitiva e redes de distribuição sólidas para manter a relevância ao longo de toda a jornada do cliente.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026