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Founder Stage· Painel

O que os VCs estão olhando em 2026

27 de agosto · 16:05–16:40Palco 9
Thiago Maluf
Thiago Maluf
Managing Director · Patria High Growth
José Pedro Cacheado
José Pedro Cacheado
Sócio · Norte Ventures
Rodrigo Baer
Rodrigo Baer
Managing Partner · 14B VC
Depois de anos de mudanças no mercado, o perfil das empresas que recebem investimento evoluiu. Nesta sessão, fundos de Venture Capital compartilham quais métricas, características de fundadores e estratégias de crescimento mais influenciam decisões de investimento em 2026, além dos erros que mais afastam oportunidades de captação.
Sumário executivo

Resumo executivo

No painel "O que os VCs estão olhando em 2026", os investidores Rodrigo Baer, José Pedro Cacheado e Thiago Maluf discutiram o momento atual e as tendências do ecossistema de venture capital no Brasil. Diante de um mercado mais seletivo e com menor volume de transações em comparação aos picos históricos, os fundos reduziram o ritmo de aportes e passaram a exigir métricas de eficiência mais rígidas, resiliência e alta convicção por parte dos fundadores.

Um dos pontos centrais da discussão foi a maturidade do mercado brasileiro, que hoje conta com um acervo inédito de talentos treinados pela geração anterior de unicórnios. Contudo, os palestrantes apontaram o gargalo estrutural de saídas (exits) expressivas no país, o que exige visão crítica sobre estratégias de expansão geográfica, priorizando mercados globais relevantes em detrimento de movimentos regionais de pouca escala liquida.

Por fim, abordou-se o impacto da Inteligência Artificial, observando que, embora a venda de projetos-piloto para o mercado enterprise esteja em alta, o grande desafio reside na transição dessas soluções para a produção massiva. Os investidores alertaram contra a prática de "AI washing" e criticaram a sustentabilidade de modelos baseados primariamente em serviços manuais (FDI), ressaltando que a real diferenciação virá da capacidade técnica e do acúmulo defensável de dados.

Tópicos principais

  • Filtro no perfil de fundadores: Saída do empreendedor oportunista e valorização de founders resilientes, com alta convicção e conhecimento profundo do setor.
  • Rigor do mercado e volume de negócios: Redução expressiva no número de aportes e maior exigência por eficiência e qualidade de crescimento.
  • Desafio dos exits no ecossistema: Escassez de saídas bilionárias no Brasil, forçando a busca por mercados globais mais líquidos.
  • Formação de talent pool qualificado: Surgimento de uma geração de profissionais capacitados pela experiência em startups e unicórnios anteriores.
  • IA do piloto para a produção: Dificuldade de transformar experimentos em grandes empresas em sistemas de produção seguros, escaláveis e eficientes.
  • Crítica ao AI Washing e ao modelo FDI: Alerta sobre o uso superficial de IA e a insustentabilidade de precificar software como salário no longo prazo.

Insights

A expansão para pequenos países da América Latina gera pouca liquidez adicional de saída; para impactar o retorno dos fundos, o foco deve estar em mercados globais substanciais.
Vender pilotos de inteligência artificial para grandes empresas tornou-se simples devido ao momento de mercado, mas a barreira real é a conversão em uso contínuo em produção, superando custos e requisitos de governança.
Modelos de Forward Deployed Engineer (FDI) ou 'Service as a Software' tendem a ser um arranjo temporário para cobrir produtos incompletos, sofrendo compressão de margem com o surgimento da concorrência.
O Brasil possui vantagens competitivas e liderança tecnológica em setores específicos, como infraestrutura fintech, soluções conversacionais e prevenção a fraudes com verificação de identidade.

Frases marcantes

"83% dos exits de venture capital na América Latina acontecem no Brasil."Rodrigo Baer
"A gente treinou algumas centenas de milhares de pessoas. Em como montar e escalar uma startup."Rodrigo Baer

Aplicações práticas

  1. 1Montar times executivos trazendo profissionais que já vivenciaram e aprenderam na escala de startups anteriores.
  2. 2Estruturar soluções de IA focadas na superação dos gargalos de segurança, governança e custos para permitir a transição do piloto para a produção corporativa.
  3. 3Evitar a dependência contínua de modelos de serviços (FDI), utilizando-os apenas temporariamente para aprender e transformar o serviço em software escalável.
  4. 4Analisar com rigor o tamanho real e a liquidez do mercado-alvo antes de executar planos de expansão internacional.
  5. 5Para corporações que desejam investir em inovação, preferir a alocação em fundos especializados em vez de estruturas internas de CVC com governança engessada.

Conclusão

O painel sinaliza um ciclo de Venture Capital fundamentado em maturidade e pragmatismo para 2026. Para atrair investimento, os empreendedores precisam ir além do hype tecnológico, demonstrando resiliência, capacidade de execução técnica robusta e clareza sobre como construir negócios defensáveis com potencial de escala global.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026