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Hardware· Painel

Da Ciência ao Mercado: Quando a ICT se torna elo Estratégico da Inovação

27 de agosto · 15:10–15:45Palco 6
Thais Melendez
Thais Melendez
Program Manager · Google Campus
Levi Pompermayer Machado
Levi Pompermayer Machado
Diretor de Ambientes Inovadores e Inteligência de Mercado · IPT
Bárbara Bulhões Cazula
Bárbara Bulhões Cazula
R&D Scientist · Protium Dynamics
O Brasil produz ciência de excelência, mas ainda enfrenta desafios para transformar pesquisa em empresas globais. Thaís Melendez, Program Manager do Google Campus, Levi Pompermayer Machado, Diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), e Barbara Bulhões, da Protium Dynamics, compartilham experiências sobre como aproximar universidades, centros de pesquisa, grandes empresas e startups para acelerar a inovação de base científica. Um encontro destinado a pesquisadores, ICTs, aceleradoras, universidades, investidores e empreendedores que acreditam no potencial das deeptechs brasileiras.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a relevância estratégica da aproximação entre Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), startups de base científica (Deep Techs) e grandes corporações para transformar a excelência acadêmica brasileira em negócios de escala global. Moderado por Ágatha Depiné (IPT), o debate contou com Thais Melendez (Google) e Bárbara Bulhões Cazula (Protium Dynamics), que apresentaram visões complementares sobre a colaboração entre ecossistemas de pesquisa e o mercado produtivo.

Thais Melendez detalhou o movimento do Google em estabelecer um centro de engenharia dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em São Paulo, unindo a visão de negócios ao desenvolvimento tecnológico local. A executiva ressaltou o interesse do Google em tese de inteligência artificial aplicada ao mundo físico e em Deep Techs voltadas a saúde, agro e clima, alavancando a pesquisa científica para treinar novos modelos e exportar tecnologia gerada no Brasil.

Por sua vez, Bárbara Cazula apresentou a experiência da Protium Dynamics no desenvolvimento de soluções em hidrogênio renovável. Ela enfatizou como a parceria com ICTs e programas de aceleração permite acessar metodologias científicas rigorosas e infraestrutura avançada sem a necessidade de investimentos prematuros e dispendiosos em ativos próprios, reduzindo as incertezas tecnológicas da startup.

Ao final, as painelistas debateram os gargalos na ponte entre bancada e mercado, apontando que o sucesso da inovação científica exige superar o 'vale da morte' dos TRLs (níveis de maturidade tecnológica). Destacou-se a urgência de focar no product-market fit, alinhar expectativas entre cientistas e executivos e flexibilizar as entregas técnicas conforme as necessidades reais do mercado.

Tópicos principais

  • Presença do Google no IPT: Abertura de um centro de engenharia dentro da ICT para integrar negócios e desenvolvimento de tecnologia local.
  • Mitigação de riscos em Deep Techs: Uso da infraestrutura e conhecimento das ICTs por startups para evitar investimentos massivos e precoces.
  • IA aplicada ao mundo físico: O papel da pesquisa científica na alimentação de modelos de IA em setores como agro, clima e saúde.
  • Gestão e fracionamento de projetos: Divisão de pesquisas acadêmicas em etapas menores e entregáveis contínuos para garantir execução.
  • Superação do Vale da Morte: Estratégias para evitar a estagnação de projetos na transição da escala de bancada para protótipos e pilotos.
  • Alinhamento de expectativas: Adaptação da busca por perfeição científica às demandas e restrições financeiras do mercado consumidor.

Insights

Muitas vezes as corporações necessitam de soluções simples ('um pedacinho') enquanto cientistas buscam a perfeição técnica, gerando desalinhamento comercial.
A colaboração com ICTs não deve visar apenas o uso de equipamentos, mas a incorporação do rigor metodológico para reduzir incertezas precocemente.
A próxima fronteira da Inteligência Artificial depende do consumo de dados do mundo físico, tornando o ecossistema científico brasileiro altamente estratégico.
O produto de uma Deep Tech não é exclusivamente um dispositivo físico, podendo consistir em entregáveis derivados de conhecimento e propriedade intelectual.

Frases marcantes

"O Brasil produz ciência com excelência, Mas ainda tropeça na hora de transformar pesquisa em empresa global."Speaker 1
"Muitas vezes, o que a empresa precisa é um pedacinho."Thais Melendez

Aplicações práticas

  1. 1Dividir projetos complexos de P&D em pacotes de trabalho (work packages) menores para acelerar marcos de entrega.
  2. 2Priorizar o alcance do Product-Market Fit e o desenvolvimento de MVPs em vez de buscar a perfeição da engenharia nos estágios iniciais.
  3. 3Firmar parcerias com ICTs para garantir rastreabilidade de dados e rigor científico antes de investir na criação de infraestrutura própria.
  4. 4Realizar Provas de Conceito (POCs) em conjunto com corporações para validar a aplicação comercial de tecnologias acadêmicas.
  5. 5Mapear múltiplos atores e institutos de pesquisa em rede para suprir lacunas específicas da cadeia de valor sem centralizar em um único parceiro.

Conclusão

O painel concluiu que conectar a ciência ao mercado exige a integração fluida entre corporações, startups e ICTs. Para que o conhecimento acadêmico se traduza em impacto econômico e social, é fundamental simplificar entregas, alinhar metas comerciais ao rigor científico e manter colaborações contínuas a longo prazo.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026