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AgTech· Painel

⁠Da Fazenda ao Mundo: Offshore, Stablecoins e o Novo Agro Global

28 de agosto · 14:15–14:50Palco 3
Valder Lemes Zacarkim
Valder Lemes Zacarkim
Fundador e CEO · FazendaCheia
Diego Coelho
Diego Coelho
CEO · Dext
Matheus Scremin Santos
Matheus Scremin Santos
Ceo · MSA advogados
O agro brasileiro está cada vez mais conectado aos mercados internacionais. Neste painel, especialistas em offshore, compliance e stablecoins mostram como produtores e exportadores podem estruturar operações globais, proteger patrimônio e movimentar recursos com mais eficiência. Uma visão prática sobre as ferramentas que estão redefinindo os negócios internacionais do agro.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a necessidade urgente de internacionalização e estruturação corporativa para o setor do agronegócio brasileiro. Diante de um cenário de juros elevados no Brasil, instabilidade geopolítica, severas exigências regulatórias internacionais e vulnerabilidades climáticas, a abertura de estruturas no exterior deixa de ser um luxo das grandes corporações e passa a ser uma estratégia indispensável de sobrevivência e proteção patrimonial para pequenos e médios empresários do setor.

Durante o debate, os especialistas desmistificaram o conceito de offshore, esclarecendo que se trata meramente de empresas internacionais legais que oferecem independência financeira, proteção contra volatilidades econômicas locais e eficiência tributária. Paralelamente, discutiu-se como novas tecnologias financeiras, como fintechs, stablecoins e tokenização, democratizaram o acesso a contas internacionais e crédito global a custos drasticamente reduzidos, dispensando a necessidade de altos aportes em *private banking*.

Por fim, enfatizou-se a transição fundamental do produtor rural para a figura do empresário rural, focado em governança societária, planejamento de sucessão e adequação às rígidas normas socioambientais (ESG) globais, como as impostas pela União Europeia. O alerta central apontou que as empresas não entram em colapso por escassez de lucro, mas pela ausência de estrutura jurídica, fiscal e contratual adequada diante de transformações como a reforma tributária.

Tópicos principais

  • Desmistificação de Offshores: Estruturas internacionais legítimas garantem proteção patrimonial, eficiência tributária e independência financeira sem qualquer relação com ilegalidades.
  • Internacionalização como Sobrevivência: Diversificar jurisdições protege o capital contra volatilidades geopolíticas, inflação severa e oscilações do cenário econômico brasileiro.
  • Democratização do Acesso Financeiro Global: Tecnologias financeiras e fintechs permitem que pequenos e médios produtores acessem crédito e contas no exterior de forma desburocratizada.
  • Transição para Empresário Rural: O profissional do agro precisa migrar da simples produção agrícola para a gestão profissional, com foco em sucessão, governança e planejamento estratégico.
  • Conformidade ESG e Exportações: Novas regras da União Europeia exigem rastreabilidade socioambiental completa da cadeia produtiva como pré-requisito para o comércio internacional.
  • Riscos da Desorganização Societária: A ausência de acordos de sócios e planejamento tributário adequado expõe os empresários a passivos ocultos e falências.

Insights

As empresas raramente quebram por falta de faturamento ou lucro; a principal causa de colapso é a ausência de estrutura jurídica, tributária e contratual sólida.
A abertura de contas e empresas no exterior não serve apenas para exportadores, funcionando como mecanismo essencial de diversificação patrimonial e segurança financeira para qualquer perfil de empresário.
A tecnologia, isoladamente, tornou-se uma commodity; o diferencial competitivo sustentável reside na capacidade de construir ecossistemas de parceria, governança e confiança.
O cumprimento de regulações fiscais e ambientais rígidas funciona como a chave de acesso a mercados consumidores globais e a linhas de crédito internacional com taxas mais competitivas.

Frases marcantes

"O offshore nada mais é do que uma empresa internacional."Matheus Scremin Santos
"As empresas não quebram por falta de lucro. Elas quebram por falta de estrutura."Matheus Scremin Santos
"Tecnologia virou commodity, não tem mais isso."Diego Coelho

Aplicações práticas

  1. 1Diversificar a tesouraria empresarial destinando uma parcela do faturamento ou lucro para investimentos e reservas em jurisdições internacionais estáveis.
  2. 2Elaborar um acordo de sócios e revisar os contratos societários e trabalhistas para eliminar passivos ocultos e proteger o patrimônio pessoal.
  3. 3Implementar tecnologias de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva para atender aos critérios socioambientais e regulatórios (ESG) do mercado externo.
  4. 4Realizar um diagnóstico corporativo e planejamento tributário preventivo para preparar a operação para os impactos da Reforma Tributária.
  5. 5Estruturar holdings ou veículos de proteção patrimonial para organizar a sucessão familiar e evitar longos processos de inventário judicial.

Conclusão

O futuro do agronegócio brasileiro exige a transição urgente do produtor para o empresário rural altamente profissionalizado. A união entre planejamento jurídico preventivo, diversificação internacional de capital e a integração de novas tecnologias financeiras e de rastreabilidade é o único caminho viável para mitigar riscos locais, garantir competitividade global e assegurar a perpetuidade do negócio e do legado familiar.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026