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SecurityTech· Painel

Segurança Relacional: O Novo Modelo para Proteger Pessoas, Empresas e Ecossistemas

26 de agosto · 16:05–16:40Palco 3
Taís Fernandes Duarte
Taís Fernandes Duarte
Sócia · t-Risk
Bruno César
Bruno César
Co-founder · Pandora Graph
Michelly Geraldo
Michelly Geraldo
Head of Security LATAM · Henkel
O painel discutirá como a análise das conexões entre pessoas, organizações, dados e eventos pode ampliar a capacidade de antecipar riscos, compreender ameaças e apoiar decisões em ambientes complexos.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a transição fundamental do modelo de segurança focado estritamente em perímetros físicos e digitais para o conceito de segurança relacional. A moderadora Taís Fernandes Duarte contextualizou que a hiperconectividade diluiu as fronteiras organizacionais, tornando insuficiente observar empresas ou indivíduos de forma isolada. Em ecossistemas complexos, a análise contínua das relações entre pessoas, sócios, fornecedores, governos e dados é indispensável para identificar riscos ocultos e regularidades operacionais.

Bruno César apresentou como a Pandora Graph utiliza bancos de dados em grafo e milhares de datasets públicos brasileiros para mapear conexões, combater a fraude, desvios de recursos e identificar redes de crime organizado. Ele destacou a necessidade de incorporar semânticas jurídicas e regulatórias locais diretamente na arquitetura da tecnologia desde a concepção, prevenindo gargalos de escala e a criação de sistemas legados ineficientes.

Por sua vez, Michelly Geraldo trouxe a perspectiva de uma multinacional enfrentando ameaças transnacionais e gerenciando milhares de prestadores de serviço diariamente. Ela reforçou que políticas globais devem servir como norte de governança, mas a execução precisa respeitar três níveis (global, regional e local) e nuances culturais. A executiva enfatizou a urgência de romper silos internos entre cibersegurança, jurídico, TI e segurança física, além de alertar para o papel crítico da inteligência humana na validação dos dados da IA, pontuando que a responsabilidade das decisões jamais pode ser automatizada.

Tópicos principais

  • Segurança Relacional vs. Perimetral: Barreiras físicas ou digitais continuam necessárias, mas já não são suficientes em ecossistemas hiperconectados.
  • Mapeamento em Grafos e Dados Abertos: O uso de bases relacionais em grafo permite cruzar milhares de datasets públicos para antecipar fraudes e crimes organizados.
  • Arquitetura de TI e Ontologia Local: Definição de regras semânticas e de negócio regionalizadas desde o início do projeto para evitar gargalos de escalabilidade.
  • Governança em Três Níveis: Estruturação das políticas em níveis global, regional e local, respeitando legislações regionais (como LGPD/GDPR) e culturas locais.
  • Quebra de Silos Organizacionais: Necessidade de integração contínua entre Security, Cibersegurança, Jurídico, Compras e TI no ciclo de vida das soluções.
  • Inteligência Compartilhada e Crime Transnacional: O avanço do crime organizado exige cooperação e compartilhamento de dados entre os setores público e privado.
  • Governança Humana na Inteligência Artificial: O uso de algoritmos preditivos exige avaliação constante da legitimidade e dos vieses algorítmicos dos dados.

Insights

A infraestrutura de proteção tradicional foca em defender o interior do perímetro, ignorando que o crime organizado e terceiros temporários transitam rotineiramente dentro das organizações.
A evolução tecnológica gerou o fenômeno do '10x fraudster', no qual criminosos usam inteligência artificial para clonar voz, vídeo e automatizar ataques em massa.
Embora a análise de dados e certas decisões possam ser automatizadas por algoritmos, a responsabilidade legal e ética do resultado permanece inegociavelmente humana.
Desenvolver tecnologias de análise relacional eficientes exige extrair o conhecimento tácito presente na mente dos colaboradores de cada departamento por meio de entrevistas antes do código.

Frases marcantes

"A tecnologia não é o objetivo. O resultado que ela me traz, Sim, é o objetivo."Michelly Geraldo
"Acho que uma coisa que eu queria ter descoberto antes de ter começado é realmente conseguir achar um cliente com uma dor clara."Bruno César

Aplicações práticas

  1. 1Realizar entrevistas estruturadas em todos os departamentos envolvidos para alinhar significados semânticos antes de desenhar a arquitetura de sistemas relacionais.
  2. 2Estruturar padrões corporativos em três camadas operacionais: governança global, adaptação regional e execução com sensibilidade cultural e regulatória local.
  3. 3Envolver diretamente os times de Cibersegurança, Jurídico, TI e Compras desde o início das licitações e contratações de softwares em modelo SaaS.
  4. 4Questionar ativamente a legitimidade e os possíveis vieses algorítmicos dos dados preditivos fornecidos por IAs antes de tomar decisões estratégicas.
  5. 5Entrevistar clientes minuciosamente para mapear dores claras do negócio antes de dedicar recursos ao desenvolvimento de novos módulos tecnológicos.

Conclusão

A proteção de pessoas, empresas e ecossistemas exige migrar do modelo perimetral tradicional para a segurança relacional, alavancando bancos de dados em grafo e colaboração transnacional. Para que a tecnologia seja efetiva contra ameaças modernas e o crime organizado, a governança humana e a integração entre áreas corporativas devem permanecer no centro das decisões.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026