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SecurityTech· Painel

Vibe Coding & Vibe Hacking: Nunca Foi Tão Fácil Criar. Nunca Foi Tão Fácil Invadir.

26 de agosto · 14:15–14:50Palco 3
Marlon Petry
Marlon Petry
Co-Founder · Gila CyberSecurity
Pedro Daniel de Paula
Pedro Daniel de Paula
CEO · Lp1Digital
Georgia Maria Ferro Benetti
Georgia Maria Ferro Benetti
Perita em computação forense · Custod.IA Lab
O painel abordará como a inteligência artificial está acelerando tanto o desenvolvimento de software quanto a exploração de vulnerabilidades, criando novos desafios para empresas, desenvolvedores e profissionais de segurança.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel "Vibe Coding & Vibe Hacking", mediado por Georgia Maria Ferro Benetti e composto por Pedro Daniel de Paula e Marlon Petry, abordou o impacto direto da inteligência artificial generativa na velocidade de criação de software e na consequente aceleração de ameaças cibernéticas. Na nova era do desenvolvimento probabilístico, a geração de linhas de código tornou-se extremamente acessível e barata, deslocando o foco da produção para a confiança, arquitetura e segurança da informação.

Pedro Daniel explicou que gigantes da tecnologia utilizam IA para gerar quase a totalidade de seus códigos internos, demandando uma mudança de postura dos desenvolvedores para o chamado "Vibe Engineering", onde humanos atuam estrategicamente usando agentes automatizados para revisão, limpeza e testes. Marlon Petry complementou apresentando a evolução do software e apontando que, embora a IA tenha solucionado quase 100% dos erros sintáticos e visíveis, falhas silenciosas de segurança (como quebras de controle de acesso) ainda afetam cerca de 32% dos códigos gerados.

Por fim, os painelistas alertaram que a mesma facilidade em criar código impulsiona o "Vibe Hacking", permitindo a criação de exploits em segundos por atacantes. Diante disso, reforçou-se que a cibersegurança deve ser incorporada desde o primeiro dia de desenvolvimento ("dia zero"), sendo tratada não como um custo ou burocracia, mas como um pilar essencial para a continuidade de negócio das startups.

Tópicos principais

  • Barateamento do Código e o Gargalo da Confiança: A IA acelerou a criação de sistemas, tornando a validação e a cibersegurança os novos gargalos estratégicos.
  • Transição do Vibe Coder para Vibe Engineering: Desenvolvedores deixam de escrever linhas manualmente para direcionar agentes, desenhar arquiteturas e gerenciar negócios.
  • Software Probabilístico vs. Determinístico: A inserção contínua de código gerado por IA elimina platôs de estabilização e exige monitoramento constante contra falhas.
  • Erros Sintáticos vs. Bugs Silenciosos: Modelos de IA resolveram a sintaxe do código, mas ainda mantêm cerca de 32% de falhas em quesitos críticos de segurança.
  • Vibe Hacking e Aceleração de Exploits: Ferramentas ofensivas de IA automatizam a descoberta de vulnerabilidades e a criação de exploits em questão de segundos.
  • Cibersegurança como Continuidade de Negócio: A adoção de práticas defensivas desde o início evita colapsos financeiros e encerramento de startups após invasões.

Insights

A IA escreve volumes consideráveis de 'código lixo' ou temporário, tornando a habilidade humana de leitura e interpretação de código mais crítica do que a própria escrita.
A eficácia da segurança no código gerado por IA varia conforme a linguagem de programação, sendo Python estatisticamente mais seguro que Java devido à abundância de dados de treinamento.
Acelerações no lado ofensivo (Vibe Hacking) permitiram a geração rápida de exploits zero-day, contribuindo para o aumento exponencial no volume global de vulnerabilidades (CVEs) registradas.
Mecanismos de contenção como 'Rate Limit' não servem apenas contra ataques de força bruta, mas evitam que ataques causem custos astronômicos imprevisíveis na nuvem.

Frases marcantes

"Hoje a gente sabe que o código ficou muito barato, Mas a confiança acabou virando o maior gargalo disso."Pedro Daniel de Paula
"Cibersegurança não é somente falha de segurança. Cibersegurança é algo que traz continuidade de negócio."Marlon Petry
"Não adianta você esperar você ser invadido para poder proteger o seu sistema."Pedro Daniel de Paula

Aplicações práticas

  1. 1Utilizar agentes automatizados de IA e plugins de Red Team no ciclo de desenvolvimento para revisar, limpar trechos de código lixo e simular ataques.
  2. 2Configurar obrigatoriamente a funcionalidade de Rate Limit nas aplicações para conter ataques de força bruta e evitar sobretaxas na infraestrutura em nuvem.
  3. 3Habilitar Row Level Security (RLS) em bancos de dados e realizar testes rigorosos de autorização por rota para impedir vulnerabilidades de vazamento entre tenants (IDOR).
  4. 4Estabelecer um travamento (lock) de 7 dias para dependências de código e implementar análises estáticas (SAST), dinâmicas (DAST) e pentestes constantes.
  5. 5Incentivar que desenvolvedores estudem regras de negócio, arquitetura de sistemas e cibersegurança (como o OWASP Top 10) para conduzir as ferramentas de IA com visão sênior.

Conclusão

O painel demonstrou que a ascensão do Vibe Coding abre oportunidades sem precedentes de produtividade, mas exige responsabilidade proporcional em cibersegurança para mitigar o Vibe Hacking. O futuro da tecnologia pertence aos profissionais que souberem utilizar a IA de forma estratégica, combinando agilidade no desenvolvimento com rigor na proteção e continuidade dos negócios.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026