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Internacionalização· Painel

Latin America as a Gateway: caminhos para startups brasileiras escalarem na região

28 de agosto · 14:15–14:50Palco 4
Rafael Della Giustina Leal
Rafael Della Giustina Leal
Chefe da Divisão de Ciência, Tecnologia e Inovação · MRE
Andrea Vronik
Andrea Vronik
Directoria de Innovacion · Camara Paraguaya de la Industria del Software - CISOFT
Junior Rodrigues
Junior Rodrigues
Presidente Executivo · ALAS - Latin American Startups Alliance
Alejandro Norberto Lembo
Alejandro Norberto Lembo
Fundador e Especialista em Internacionalização e Soft Landing · Mision Brasil Argentina
A América Latina é, frequentemente, o primeiro passo na jornada de internacionalização de startups brasileiras. Neste painel, representantes da Argentina, Paraguai e Panamá discutirão como a proximidade cultural, geográfica e regulatória pode acelerar a entrada em novos mercados, reduzir barreiras e facilitar processos de validação internacional. A conversa abordará oportunidades de softlanding, construção de parcerias estratégicas, expansão comercial e fortalecimento das conexões entre os ecossistemas de inovação da região.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a América Latina como um portal estratégico para a internacionalização de startups brasileiras. Durante a discussão, destacou-se que o ecossistema de inovação brasileiro historicamente atua de costas para seus vizinhos latino-americanos, direcionando prioridade a mercados como Estados Unidos e Europa, apesar das fortes semelhanças culturais e das grandes oportunidades na região.

Os palestrantes ressaltaram que expandir para países latinos não consiste em uma mera replicação (copy-paste) da solução original, mas sim na tropicalização do produto e na adaptação cultural para resolver dores locais reais. Foram discutidas as vocações regionais promissoras — como sustentabilidade, clima, biomas, fintechs e saúde —, aliadas a um alerta sobre a escassez de startups nativas em inteligência artificial no continente.

Por fim, foram apresentadas iniciativas institucionais de integração regional, a exemplo das propostas da ALAS para a criação de um grupo permanente de startups no Mercosul, acompanhado de frameworks de soft landing e fundos multinacionais. O painel reforçou que vivenciar os ecossistemas por meio de eventos locais, como as Tech Weeks, e construir pontes com parceiros regionais são passos fundamentais para escalar com sucesso na América Latina.

Tópicos principais

  • Brasil de costas para a América Latina: As startups brasileiras tendem a focar na Europa e EUA, subaproveitando o potencial do mercado latino-americano.
  • O erro do copy-paste: A tentativa de internacionalizar replicando o produto sem adaptar o modelo de negócios à cultura e às necessidades do país de destino.
  • Paraguai como oportunidade: Um mercado estável com alíquota tributária atrativa (10%) e agilidade burocrática, mas que exige forte relacionamento local.
  • Setores estratégicos regionais: Oportunidades em climate tech, biomas, fintechs transfronteiriças, healthtech e a necessidade urgente de soluções em IA nativa.
  • Integração via Mercosul: Proposta da ALAS de criar um grupo temático de startups no Mercosul com foco em regulação, soft landing e fundo multinacional.
  • Estratégia de imersão com Tech Weeks: Utilização de eventos imersivos de uma semana nos países-alvo para validar redes de contato e o ecossistema local.

Insights

O Brasil responde por 50% de tudo o que ocorre no ecossistema de startups da América Latina, enquanto os outros 50% estão distribuídos em países que compartilham o idioma espanhol e a mesma matriz linguística regional.
Mais do que vantagens fiscais isoladas ou porte de mercado, o fator determinante para o sucesso da expansão é a flexibilidade do fundador para adaptar ou pivotar a solução de acordo com a cultura do novo país.
A América Latina ocupa a última posição global em volume de investimentos e criação de startups nativas de inteligência artificial, apesar de ser um grande polo receptor de data centers e talentos.
Em mercados menores e altamente integrados, como o Paraguai, ter redes de relacionamento nativas ('um amigo no país') é um requisito indispensável para viabilizar operações de negócios.

Frases marcantes

"O ecossistema brasileiro tem essa analogia, De costas para a América Latina, de costas para os Andes."Rafael Della Giustina Leal
"Não sei se a gente é hermano, mas primo, com certeza, a gente é."Júnior Rodrigues
"Melhor que ter um país amigo, é ter um amigo no país."Alejandro Norberto Lembo

Aplicações práticas

  1. 1Participar de eventos imersivos como as Tech Weeks (na Colômbia, Paraguai, Peru ou México) por uma semana para vivenciar o ecossistema local antes de decidir pela expansão.
  2. 2Construir parcerias e conexões com fundadores e atores locais do país de destino antes de iniciar o processo de soft landing.
  3. 3Realizar a tropicalização do produto, adaptando telas, linguagem, experiência do usuário e modelo comercial às normas e costumes locais.
  4. 4Mapear e utilizar incentivos de programas governamentais da região, como programas de aceleração que concedem capital equity-free para atração de startups.
  5. 5Desenvolver soluções focadas em IA nativa aplicadas a biomas, clima, serviços financeiros e saúde para preencher lacunas estratégicas no continente.

Conclusão

A internacionalização para a América Latina representa um caminho natural e estratégico para startups brasileiras, desde que haja desprendimento para adaptar o produto às especificidades de cada país. Integrar-se às redes locais e aproveitar as semelhanças culturais da região possibilita transformar a proximidade geográfica em uma alavanca para o crescimento global.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026