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Tendências· Palestra

Santa Catarina meets the World, why your startup is what the world wants!

28 de agosto · 16:05–16:40Palco 7
Peter Hawkins
Peter Hawkins
Senior Vice President/Controller; BCCC Co-Chair · BCCC
Global trade expert Peter Hawkins will give you practical strategies to open new markets for investment, clients, and market diversification.
Sumário executivo

Resumo executivo

Peter Hawkins destaca o enorme potencial e a criatividade dos empreendedores brasileiros, contrapondo a percepção externa altamente positiva sobre o Brasil com o complexo de vira-lata interno. Ele enfatiza que o ecossistema de Santa Catarina conta com um forte suporte institucional de entidades como SEBRAE, ACATE e Apex Brasil, criando uma base sólida e facilitadora para a expansão internacional das startups locais.

O palestrante aborda os erros mais comuns no processo de internacionalização, ressaltando que exportar um negócio não se resume a traduzir um site. As startups brasileiras precisam parar de tentar vender soluções locais para o mercado externo e passar a investigar quais são os problemas reais do mundo. Além disso, é crucial ajustar a abordagem comercial: fazer pitches extremamente curtos (de 5 segundos) e compreender as especificidades culturais, como a busca do mercado norte-americano por conveniência e economia de tempo.

Por fim, Hawkins traz diretrizes práticas sobre networking e a disciplina de acompanhamento (follow-up). Construir uma rede internacional exige transformar conexões frias em relacionamentos quentes e manter um contato constante com entregas de valor, evitando o comportamento de 'namorado ruim'. O Canadá é apresentado como um hub estratégico e uma plataforma global para impulsionar negócios brasileiros no cenário internacional.

Tópicos principais

  • Poder Suave e Percepção do Brasil: O mundo valoriza e ama o Brasil, mas os próprios brasileiros tendem a focar excessivamente nos problemas e depreciar a imagem do país.
  • Internacionalização Focada no Problema Global: Em vez de exportar soluções para problemas brasileiros, as startups devem investigar as reais dores do mercado de destino.
  • O Pitch de 5 Segundos: Apresentações de vendas devem ser extremamente objetivas, comunicando nome e proposta de valor em poucos segundos.
  • Diferenças Culturais de Comunicação e Negócios: Mercados norte-americanos priorizam conveniência e gestão de tempo, preferindo e-mails diretos e LinkedIn em vez de WhatsApp ou perguntas pessoais.
  • Networking de Conexões Quentes: Construir uma rede de contatos exige criar contexto imediato (como fotos e mensagens personalizadas), e não apenas acumular conexões frias nas redes.
  • Follow-up Estruturado sem 'Bad Boyfriend': O acompanhamento pós-reunião deve ser feito periodicamente (em cerca de duas semanas), trazendo atualizações reais do produto a cada mensagem.
  • O Canadá como Plataforma Global: O ecossistema canadense oferece acordos de livre comércio e programas de fomento (como o Mitacs) para alavancar soluções internacionais.

Insights

Soluções de startups brasileiras muitas vezes falham no exterior não por falta de tecnologia, mas por tentar economizar o dinheiro do cliente internacional quando ele busca apenas economizar tempo.
Não coloque o gênio da tecnologia para ser o vendedor da startup, pois a venda internacional exige um profissional com inteligência comercial específica.
O WhatsApp é percebido como intrusivo para negócios na América do Norte; canais como e-mail e LinkedIn funcionam melhor quando respeitam a objetividade cultural local.
Ir a missões internacionais mesmo sem estar pronto para vender é uma estratégia válida e enriquecedora para aprender, validar premissas e construir parcerias de longo prazo.

Frases marcantes

"O que você tem que fazer é perguntar ao mundo qual é o seu problema."Peter Hawkins
"A internacionalização não é um site web."Peter Hawkins
"Cinco segundos é um pitch que diz assim: Oi, eu sou o Peter, eu ajudo as pessoas a se conectarem."Peter Hawkins

Aplicações práticas

  1. 1Reduzir o pitch inicial para 5 segundos, pronunciando o nome de forma clara e comunicando a proposta de valor em uma única frase simples.
  2. 2Realizar pesquisas gratuitas e aprofundadas sobre o mercado de destino e seus interlocutores antes de acionar órgãos governamentais de comércio.
  3. 3Registrar conexões de eventos enviando uma foto/selfie tirada no momento do encontro via WhatsApp com uma mensagem contextualizada para gerar uma conexão quente.
  4. 4Estabelecer um ciclo de follow-up quinzenal após reuniões comerciais, garantindo que cada novo e-mail traga atualizações do produto ou respostas concretas.
  5. 5Adaptar materiais comerciais (one-pagers) e e-mails para as nuances culturais do país-alvo, utilizando ferramentas de IA e revisões de nativos.

Conclusão

Peter Hawkins demonstra que a internacionalização bem-sucedida de startups brasileiras depende do entendimento profundo das dinâmicas culturais, do foco nas dores globais e da construção de relacionamentos genuínos. Com um networking generoso, comunicação direta e follow-up consistente, os empreendedores possuem o talento e o suporte necessários para transformar o potencial do Brasil em sucesso no mercado internacional.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026