Voltar
IA· Palestra

Qual o futuro dos agentes de IA? Técnicas que definirão o futuro

27 de agosto · 14:15–14:50Palco 4
Állan Christoffer Pereira Silva
Állan Christoffer Pereira Silva
Pesquisador de IA · CEIA
Uma palestra sobre como os AI agents estão redefinindo o que é possível construir — e em quanto tempo. Do conceito à aplicação: automação de processos complexos, agentes autônomos em produção e o que isso significa para founders e investidores nos próximos meses.
Sumário executivo

Resumo executivo

A palestra ministrada por Állan Christoffer Pereira Silva no Startup Summit abordou o panorama e o futuro dos agentes de Inteligência Artificial, desmistificando a onda recente de termos como Prompt, Context, Harness, Loop e Graph Engineering. O palestrante explicou que essas engenharias não reescrevem os fundamentos da computação, mas representam a evolução no empacotamento de ecossistemas estruturados para que os modelos de linguagem atuem de forma autônoma e eficiente.

Durante a exposição, Állan detalhou os cinco pilares arquiteturais dos agentes de IA: raciocínio e planejamento (utilizando aprendizado por reforço), memória agêntica persistente, ecossistemas de ferramentas com protocolos padronizados (como MCP, A2A e o brasileiro BCP), percepção multimodal (voz, imagem e vídeo) e ação autônoma. O especialista enfatizou que a verdadeira diferenciação das soluções agênticas reside na capacidade de agir com automação e contexto persistente, indo muito além dos tradicionais chatbots conversacionais.

Por fim, a apresentação alertou para o risco do 'Agent Washing' — o uso do termo IA apenas como apelo de vendas sem entrega de valor real. Állan ressaltou que 40% dos projetos de agentes falham por falta de observabilidade, dados proprietários ou resultados verificáveis, recomendando a adoção de ambientes isolados (sandboxes e VPS) para segurança executiva e o foco contínuo na governança e na modelagem de processos.

Tópicos principais

  • Desmistificação das Engenharias de IA: Análise de como Prompt, Context, Harness, Loop e Graph Engineering organizam o uso de LLMs sem reinventar conceitos base.
  • Cinco Pilares dos Agentes Autônomos: Estruturação baseada em Raciocínio, Memória Agêntica, Ferramentas/Protocolos, Percepção Multimodal e Ação.
  • Protocolos de Integração (MCP, A2A e BCP): Padronização para agentes conversarem com APIs, outros agentes e transações de e-commerce brasileiras.
  • Percepção Multimodal: Evolução das interfaces para processamento fluido de áudio, imagem e vídeo em tempo real.
  • Loops de Execução Agêntica: Modos iterativos de atuação divididos por turno, por meta, por tempo e proativos por eventos.
  • Combate ao Agent Washing: Critérios práticos de validação (observabilidade, dados proprietários e redesenho de fluxo) para garantir ROI real.

Insights

Novos termos populares como Harness e Graph Engineering são adaptações comerciais de conceitos clássicos da computação organizados em novos ecossistemas de software.
Os tokens deixarão de ser apenas unidades técnicas de texto para se tornarem a moeda de troca e métrica de custo básica do trabalho automatizado.
No futuro do e-commerce, agentes de IA realizarão pesquisas e transações diretamente via protocolos específicos (como o BCP), mudando a dinâmica do tráfego pago tradicional.
Ferramentas de automação como o N8N não serão extintas pelos agentes de codificação, mas incorporadas como ferramentas operacionais (tools) dentro dos ecossistemas de Harness.

Frases marcantes

"Tokens basicamente vai ser a moeda de troca, digamos assim, Do trabalho no futuro."Állan Silva
"O futuro, como essa palestra trouxe no nome, dos agentes de ar não é uma data."Állan Silva

Aplicações práticas

  1. 1Realizar a modelagem formal de processos (BPMN) antes da programação para extrair requisitos claros de automação agêntica.
  2. 2Executar agentes de ação e ferramentas de automação (como OpenClaw e Hermes) em ambientes isolados de Sandbox ou VPS para evitar vazamento de dados locais.
  3. 3Adotar camadas de observabilidade e controle de custos por token antes de colocar soluções de IA agêntica em produção.
  4. 4Implementar recursos de percepção multimodal (voz e visão) para aumentar a acessibilidade e eficiência das soluções corporativas.
  5. 5Estruturar permissões de acesso (IAM) e construir 'skills' combinando prompts ricos com scripts determinísticos para tarefas críticas.

Conclusão

A palestra de Állan Silva apresenta um guia pragmático e essencial sobre o desenvolvimento de agentes de IA, separando a empolgação comercial das práticas arquiteturais consolidadas. Ao defender o uso de protocolos abertos, governança rigorosa, observabilidade e ambientes isolados de execução, o conteúdo direciona empreendedores e técnicos para a construção de automações autônomas seguras, eficientes e verdadeiramente geradoras de valor.

Compartilhe esse conteúdo

Espalhe as ideias que rolaram no Startup Summit.

WhatsAppLinkedInXFacebook
Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026