Voltar
Founder Stage· Palestra

Da Experimentação à Escala: Construindo uma Plataforma Enterprise de Inteligência Artificial

28 de agosto · 15:10–15:45Palco 9
Amanda Souza Machado
Amanda Souza Machado
Engenheira de AI · Oracle
Nesta palestra, Amanda Machado compartilha os desafios e aprendizados de transformar iniciativas de Inteligência Artificial em uma plataforma enterprise capaz de gerar valor em escala. Serão abordados os pilares de arquitetura, governança, segurança, adoção e evolução contínua, mostrando como grandes organizações podem sair da experimentação e estruturar uma estratégia de IA sustentável, integrada ao negócio e preparada para acelerar inovação e resultados.
Sumário executivo

Resumo executivo

Amanda Souza Machado, engenheira de inteligência artificial da Oracle, aborda a transição crucial da fase de experimentação da IA generativa para a sua escalabilidade real em ambientes corporativos (enterprise). Ela destaca que o mercado está evoluindo de chatbots reativos para a 'Era Agêntica', onde sistemas proativos realizam ações complexas. A palestrante ressalta que as maiores oportunidades de impacto e eficiência se dividem entre a otimização do pipeline de processos internos — acelerando o go-to-market — e a entrega de valor direto no produto final.

Durante a apresentação, Amanda elenca os principais obstáculos enfrentados pelas empresas ao tentar escalar IA: o ecossistema fragmentado de modelos, a volatilidade e o risco de lock-in em provedores fechados (models frontiers), os custos imprevisíveis por consumo de tokens e as ameaças à segurança e governança. Como solução arquitetônica, defende o uso de bancos de dados convergentes para simplificar a infraestrutura (unificando vetores, RAG e memória), ilustrando os ganhos práticos através de um caso de sucesso da Rappi, que reduziu o tempo de busca em 40% e aumentou as conversões em 25%.

Por fim, a palestra contrapõe o uso de modelos proprietários pesados frente ao avanço acelerado dos modelos abertos (open source), citando um dado da NVIDIA de que apenas 7% das tarefas de um agente exigem modelos gigantescos. Amanda conclui enfatizando que a soberania dos dados, a governança abrangente de acessos e custos, e a escolha inteligente de arquitetura são os verdadeiros pilares para construir plataformas de IA enterprise sustentáveis.

Tópicos principais

  • Evolução para a Era Agêntica: Transição dos modelos reativos de conversa para agentes proativos que executam ações nos sistemas.
  • Otimização de Processos Internos: Foco prioritário na eficiência dos pipelines internos para acelerar o tempo de lançamento no mercado (go-to-market).
  • Redução de Complexidade com Banco Convergente: Substituição de múltiplos bancos de dados fragmentados por uma base única capaz de lidar com vetores e RAG.
  • Mitigação do Risco de Lock-in: Alerta contra a dependência excessiva de modelos proprietários que alteram preços, versões e suporte sem aviso prévio.
  • Ascensão dos Modelos Abertos: Utilização de modelos open source que oferecem qualidade equivalente, maior soberania e custos previsíveis por máquina.
  • Governança Abrangente em IA: Necessidade de implementar controles rigorosos de acesso, observabilidade, custos e acionamento de ferramentas para agentes.

Insights

Apenas 7% de todas as operações executadas por um agente de IA demandam modelos 'frontier' de trilhões de parâmetros, segundo dados apresentados pela NVIDIA.
A maior perda de tempo no desenvolvimento de soluções de IA corporativas ocorre na competição entre a ideação/valor do produto e a integração de múltiplos bancos de dados especializados.
O 'lock-in' em modelos fechados cria riscos invisíveis de negócio, pois fornecedores podem degradar deliberadamente versões antigas para forçar a migração a versões mais novas e caras.
A convergência de banco de dados para buscas vetoriais com IA afeta diretamente os ponteiros financeiros do negócio, como demonstrado na alta de 25% na taxa de conversão da Rappi.

Frases marcantes

"só 7% de todas as operações De um agente realmente precisam de modelos frontiers."Amanda Souza Machado
"Que o dado é o coração do negócio."Amanda Souza Machado

Aplicações práticas

  1. 1Adotar uma arquitetura de banco de dados convergente para unificar memória, vetores e RAG, reduzindo o esforço e tempo gastos em integrações de infraestrutura.
  2. 2Priorizar a aplicação de IA em pipelines e processos internos de desenvolvimento antes de expor a tecnologia diretamente ao produto do cliente final.
  3. 3Substituir o consumo de modelos proprietários fechados por modelos abertos rodando em infraestrutura própria para garantir previsibilidade de custos e soberania de dados.
  4. 4Desenhar estratégias agênticas híbridas, reservando modelos gigantescos apenas para as tarefas extremamente complexas (cerca de 7% do total).
  5. 5Estruturar uma camada abrangente de governança que monitore incidentes de segurança, permissões de acesso e limites de gastos da IA.

Conclusão

A palestra evidencia que escalar inteligência artificial em nível enterprise exige abandonar o entusiasmo simplista por ferramentas e focar em governança e arquitetura robusta. Ao migrar de bancos fragmentados para estruturas convergentes e equilibrar o uso de modelos abertos com modelos fechados, as empresas conseguem mitigar riscos operacionais, controlar custos e gerar impacto financeiro real.

Compartilhe esse conteúdo

Espalhe as ideias que rolaram no Startup Summit.

WhatsAppLinkedInXFacebook
Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026