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Corporate· Palestra

A Evolução da Gestão de Ativos na Era da Indústria 5.0: conectando dados, sistemas e pessoas!

26 de agosto · 14:15–14:50Palco 5
Bruno Alves Cunha
Bruno Alves Cunha
Coordenador Tecnologia · Vale SA
Como uma das maiores mineradoras do mundo opera na fronteira da Indústria 5.0? Nesta palestra, entenda as estratégias da Vale para conectar arquiteturas de dados complexas a ecossistemas operacionais, transformando a gestão de ativos em um pilar contínuo de inteligência, sustentabilidade e alta performance.
Sumário executivo

Resumo executivo

Bruno Alves Cunha apresenta a visão da Vale sobre a transição da Indústria 4.0 para a 5.0, destacando que a nova era não substitui a anterior, mas a complementa ao colocar as pessoas, a resiliência e a sustentabilidade no centro da tomada de decisão. Na gestão de ativos, o grande desafio atual não é a falta de dados ou de sensores, mas a capacidade de transformar dados dispersos em inteligência acionável e em decisões que gerem valor real para a operação e a sociedade.

O palestrante detalha a criação e a evolução do Centro de Monitoramento de Ativos (CMA) da Vale a partir de 2020. Combinando uma estrutura global para ativos ultra-críticos a 27 CMAs locais, a empresa adotou um modelo de franquia para padronizar e escalar as operações. Essa jornada permitiu evoluir da simples visualização e predição de problemas para a gestão prescritiva e aumentada por Inteligência Artificial, gerando um ganho acumulado de 1,4 bilhão de dólares para a companhia.

Por fim, enfatiza-se o papel da IA como ferramenta que amplia a capacidade do especialista humano, em vez de substituí-lo. A eficácia da tecnologia depende de uma base sólida de dados estruturados e da constante capacitação das pessoas. Ao responder sobre a pressão corporativa para adotar IA, o palestrante reforça a necessidade de sempre começar pela identificação clara do problema de negócio a ser resolvido.

Tópicos principais

  • Indústria 5.0 como complementação: A Indústria 5.0 adiciona propósito, resiliência e centralidade humana ao foco anterior em processo e automação.
  • Evolução da gestão de ativos: Transição do monitoramento reativo e preditivo para uma gestão autônoma e aumentada por IA.
  • Estrutura do CMA da Vale: Divisão estratégica entre um CMA Global focado em ativos ultra-críticos e 27 CMAs Locais para a rotina operacional.
  • Modelo de franquia para escala: Aplicação de padrões de franquia em salas, dados e treinamentos para viabilizar a escalabilidade dos centros de monitoramento.
  • Resultados financeiros e operacionais: Captura acumulada de 1,4 bilhão de dólares e recuperação de mais de 45 mil horas de disponibilidade física.
  • Especialista aumentado por IA: Redução do tempo gasto na extração de dados para focar a capacidade humana no julgamento e interpretação de cenários.

Insights

Os próprios sensores instalados para monitorar a operação tornam-se ativos tão críticos quanto os equipamentos pesados.
Ter uma grande quantidade de dados não gera valor se eles não estiverem integrados e estruturados para respaldar decisões ágeis.
A escala de iniciativas tecnológicas em grandes empresas depende de um modelo estruturado de padronização, como a metodologia de franquia.
Aplicar inteligência artificial sem governança ou sobre dados ruins resulta no conceito 'entrada ruim, saída ruim' (garbage in, garbage out).

Frases marcantes

"Então, a indústria 5.0 não vai substituir a 4. Ela complementa a 4 com propósito."Bruno Alves Cunha
"E o valor não está no dado, de novo, ele está na decisão."Bruno Alves Cunha
"Entrou coisa ruim, vai sair coisa ruim."Bruno Alves Cunha
"Bom, a verdadeira evolução, Da gestão de ativos não é monitorar. É decidir Melhor."Bruno Alves Cunha

Aplicações práticas

  1. 1Questionar 'qual o problema de negócio que queremos resolver?' antes de adotar novas tecnologias como a Inteligência Artificial.
  2. 2Adotar um modelo de franquia interna para padronizar governança, treinamento e infraestrutura antes de escalar novas iniciativas.
  3. 3Capacitar ativamente as equipes técnicas para que atuem como especialistas aumentados pela tecnologia, refinando a interpretação dos dados.
  4. 4Estruturar e integrar as bases de dados existentes como etapa fundamental e prévia à implantação de algoritmos preditivos.
  5. 5Priorizar o monitoramento nos ativos verdadeiramente críticos para evitar gargalos na cadeia produtiva global.

Conclusão

A palestra evidencia que o verdadeiro diferencial na era da Indústria 5.0 não é apenas acumular dados ou monitorar ativos, mas tomar decisões melhores e mais ágeis. Ao unir uma infraestrutura de dados padronizada ao protagonismo humano capacitado por IA, é possível aumentar a confiabilidade operacional e gerar retornos financeiros de grande escala.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026