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M&A· Fireside Chat

Mil startups depois: o que o CUBO Itaú aprendeu com as startups

27 de agosto · 15:10–15:45Palco 7
Paulo Costa
Paulo Costa
CEO · Cubo Itaú
Rafael Assunção
Rafael Assunção
Managing Partner · Questum
Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú, já viu mais de mil startups passarem pelo maior hub da América Latina. Em conversa com Assunção, conta o que as corporates buscam nas startups e como fazer esse relacionamento funcionar.
Sumário executivo

Resumo executivo

O fireside chat com Paulo Costa, líder do Cubo Itaú, mediado por Rafael Assunção, apresentou os 10 anos de trajetória do hub de inovação e as lições aprendidas com mais de mil startups. Paulo relembrou que o Cubo nasceu em 2015 inspirado no modelo asiático Tech Temple, propondo um ambiente aberto e sem amarras exclusivas para gerar densidade e conectar grandes empresas, investidores e startups B2B.

Durante o painel, abordou-se a dinâmica da relação entre corporações e startups, destacando as principais fricções operacionais e culturais. Paulo explicou que a venda B2B corporativa falha frequentemente quando os fundadores focam apenas no produto em vez dos incentivos e do alinhamento de riscos para os executivos da empresa contratante, trazendo exemplos práticos sobre a importância de resolver o problema do cliente antes de buscar a escala.

Por fim, discutiu-se a evolução do dilema "build or buy" frente ao avanço da Inteligência Artificial. Paulo ressaltou como as corporações e o próprio Cubo estão adaptando seus modelos de curadoria para startups AI Native, anunciando a iniciativa voltada para apoiar fundadores que utilizam IA para escalar em ritmos sem precedentes.

Tópicos principais

  • Origem do Cubo Itaú: Criado em 2015 inspirado no modelo asiático Tech Temple para gerar densidade de inovação B2B sem amarras contratuais.
  • Retorno e valor para corporações: O ecossistema gera ROI por meio da curadoria B2B, eficiência operacional comprobada, transformação cultural e valor de marca.
  • Dilema Build vs. Buy na era da IA: Grandes empresas avaliam entre desenvolver em casa, terceirizar ou contratar startups conforme a maturidade de seus times técnicos.
  • Vendas B2B e alinhamento de incentivos: A venda corporativa exige entender o mapa de poder interno e fazer o executivo contratante brilhar sem correr riscos de carreira.
  • Resolução de problemas vs. Escala prematura: A importância de ajustar a solução de forma artesanal junto ao cliente antes de tentar automação ou escalabilidade massiva.
  • Nova iniciativa AI Native Founders: Adaptação dos processos de seleção do hub para acompanhar startups de IA que crescem rápido sem passar pelos critérios tradicionais de tração.

Insights

O sucesso na venda para grandes corporações depende de alinhar a solução aos incentivos pessoais e à segurança de carreira do executivo interno, não apenas aos ganhos institucionais.
Iniciar contratos enterprise com escopo deliberadamente reduzido (ex: 200 licenças em vez de 1.000) previne falhas operacionais e acelera o aprendizado entre as partes.
Com o avanço da IA, exigências tradicionais de tração (como faturamento anual mínimo de R$ 1 milhão) deixam de ser filtros precisos para identificar startups de alto impacto.
O ego do fundador em relação a sistemas legados corporativos e a obsessão por IPO precoce são os maiores preditores de insucesso em parcerias enterprise.

Frases marcantes

"Primeiro vou resolver o problema, Depois eu vou pensar a escala."Paulo Costa
"Ninguém é demitido por comprar, IBM e depois virou McKinsey."Paulo Costa

Aplicações práticas

  1. 1Estudar os relatórios trimestrais e metas públicas das corporações-alvo antes de construir a abordagem de vendas.
  2. 2Focar o pitch comercial corporativo na entrega de eficiência (saving/ROI) mensurável e na redução de riscos para o comprador.
  3. 3Deliberadamente limitar o escopo da fase inicial de implementação enterprise para realizar ajustes rápidos sem comprometer a operação.
  4. 4Colocar fundadores e equipes de produto presencialmente ao lado dos usuários corporativos durante os primeiros meses de implantação.
  5. 5Atualizar os critérios de seleção e curadoria de programas de inovação para incluir métricas adaptadas à velocidade das startups de IA.

Conclusão

A trajetória de dez anos do Cubo Itaú evidencia que a inovação aberta madura exige menos ego e mais foco na dor real do cliente. À medida que a Inteligência Artificial acelera o desenvolvimento de soluções, a capacidade de construir relacionamentos de confiança e resolver problemas concretos de forma ágil continua sendo o grande diferencial para startups e corporações.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026