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Hardware· Palestra

Sapiens Parque: Florianópolis como Laboratório do Mercado Global

27 de agosto · 14:15–14:50Palco 6
Eduardo Vieira
Eduardo Vieira
Presidente · Sapiens Parque
O fortalecimento do ecossistema brasileiro de hardware passa pela integração entre universidades, centros de pesquisa, startups e indústria. Eduardo Vieira, Presidente do Sapiens Parque, um dos maiores ambientes de inovação do país, apresenta sua visão sobre como o Brasil pode acelerar o desenvolvimento de empresas tecnológicas e consolidar um ecossistema competitivo em hardware, manufatura avançada e deeptech. Uma palestra voltada para empreendedores, pesquisadores, gestores públicos, ICTs, universidades e investidores interessados na nova indústria tecnológica.
Sumário executivo

Resumo executivo

A abertura da trilha de Hardware no Startup Summit destacou os desafios e a relevância de desenvolver soluções físicas e Deep Tech no Brasil. A introdução deu lugar à palestra de Eduardo Vieira, presidente do Sapiens Park, que apresentou como Florianópolis e o parque se consolidaram como referência nacional e laboratório para o mercado global, articulando universidade, governo, empresas e comunidade.

A apresentação foi estruturada em torno do questionamento histórico "Será que é possível?", extraído de um documento de 2012 de José Eduardo Fiates. Eduardo Vieira repassou a evolução do parque: desde a concessão de uma área descampada de 4,3 milhões de m² pelo governo de Santa Catarina até a atração de mais de R$ 1 bilhão em investimentos imobiliários privados e o faturamento conjunto de R$ 2 bilhões de empresas instaladas, como Softplan, Nanovetores, JBS e Vila Galé.

Por fim, foram apresentados o conceito do Sapiens como Living Lab — um laboratório a céu aberto para testes de drones, redes subterrâneas, sequenciamento genético e postes inteligentes —, o programa Orbe de inovação aberta e a atualização do Masterplan para incluir moradia e infraestrutura sob o conceito 'Work, Live, Learn, Play', reforçando a capacidade do ecossistema catarinense de competir globalmente.

Tópicos principais

  • Resgate histórico do questionamento 'Será que é possível?': Análise dos dez primeiros anos do Sapiens Park a partir de um documento fundador de 2012.
  • Evolução espacial e atração de âncoras: Expansão em uma área de 4,3 milhões de m² e instalação de centros de pesquisa, universidade e grandes empresas.
  • Aração de Capital Privado e Real Estate: Atingimento de R$ 1 bilhão em investimento privado e R$ 2 bilhões em faturamento das empresas do parque.
  • Tecnologia como líder do PIB em Florianópolis: O setor tecnológico tornou-se a principal matriz econômica da cidade (25% do PIB), ultrapassando o turismo.
  • Sapiens Park como Living Lab: Uso do parque como laboratório vivo a céu aberto para testes reais de drones, energias renováveis, smart cities e biotecnologia.
  • Programa Orbe e Inovação Aberta em Deep Tech: Conexão entre grandes corporações, startups e pesquisadores acadêmicos utilizando infraestrutura universitária.
  • Novo Masterplan e Moradia Integrada: Atualização urbanística para incorporar habitação e lazer no conceito Work, Live, Learn, Play.

Insights

A tecnologia superou o turismo como o maior setor econômico no PIB de Florianópolis (25%), impulsionada pela densidade de parques tecnológicos e formação universitária.
Em mercados de tecnologia complexa, a atratividade de profissionais mudou: os talentos escolhem primeiro a qualidade de vida e o local para morar antes de selecionar a empresa.
Inovação aberta para Deep Tech exige integração direta com a pesquisa acadêmica e infraestrutura universitária, indo além do modelo tradicional focado apenas em startups.
Um parque tecnológico sustentável precisa evitar se tornar um 'bairro fantasma', necessitando da integração balanceada de moradia, serviços e lazer para manter vida urbana contínua.

Frases marcantes

"Empreender no Brasil já é difícil. Empreender na área de inovação é mais difícil ainda. Empreender na inovação com hardware... É mais difícil ainda, né, pessoal?"Rafael Nakandakari
"Foram dez anos de trabalho para responder uma pergunta recorrente. Será que é possível?"Eduardo Vieira (citando José Eduardo Fiates)
"O otimista é um tolo, o pessimista é um chato, bom mesmo é ser um realista esperançoso."Eduardo Vieira (citando Ariano Suassuna)

Aplicações práticas

  1. 1Utilizar parques tecnológicos e ecossistemas urbanos como Living Labs para validar e testar produtos em condições reais de mercado.
  2. 2Estruturar programas de inovação aberta conectando a infraestrutura de pesquisa científica e acadêmica com demandas de grandes corporações.
  3. 3Garantir governança e modelos de Real Estate em parques de inovação para manter sustentabilidade financeira de longo prazo.
  4. 4Projetar distritos de inovação alinhados com o conceito 'Work, Live, Learn, Play', oferecendo serviços urbanos para atração e retenção de talentos.
  5. 5Mapear as vocações regionais do estado para descentralizar e replicar modelos de parques tecnológicos conforme as forças locais.

Conclusão

O caso do Sapiens Park e de Florianópolis demonstra que a articulação entre poder público, universidades, corporações e capital privado pode transformar regiões em referências de inovação global. Ao combinar infraestrutura de Living Lab com um modelo urbano integrado de qualidade de vida, o ecossistema comprova a viabilidade de desenvolver tecnologia de ponta e hardware no Brasil.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026