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Corporate· Palestra

Escalando IA em Gigantes Corporativos: O Case ArcelorMittal

26 de agosto · 17:00–17:35Palco 5
Manoel Alves da Costa Júnior
Manoel Alves da Costa Júnior
Gerente Geral · ArcelorMittal
Adotar inteligência artificial em larga escala exige mais do que tecnologia; exige fundações em arquitetura, dados, governança e mudança cultural. Descubra como a ArcelorMittal estruturou sua inteligência digital para liderar a inovação no setor industrial.
Sumário executivo

Resumo executivo

O palestrante Manoel Alves da Costa Júnior aborda a jornada de transformação digital e inteligência artificial na ArcelorMittal Aços Planos, destacando que escalar IA em grandes corporações industriais exige arquitetura integrada, governança rigorosa, dados de qualidade e, principalmente, mudança cultural.

A palestra detalha a evolução histórica da empresa desde a unificação entre TI e automação industrial (OT) em 2012, passando pela criação do programa de inovação aberta Inoviss em 2019 e pela estruturação do Data Office em 2021. Manoel enfatiza a transição do mero ato de testar tecnologias para a resolução de dores reais com impacto mensurável no EBITDA, apresentando resultados expressivos como R$ 64 milhões gerados entre 2021 e 2025 e uma projeção de R$ 135 milhões até 2030.

Além dos retornos financeiros, são apresentados cases práticos com foco em segurança humana e otimização operacional, como o Safety Tower (sistema de visão computacional 24/7 para prevenção preditiva de acidentes), o uso de drones autônomos para inventário e modelos avançados de análise de dados. A apresentação conclui reforçando que o fator humano e a governança para escalar a IA oculta (Shadow AI) são os pilares para transformar a corporação em uma organização AI-driven.

Tópicos principais

  • Integração TI/OT: Unificação histórica de redes, servidores e governança entre TI e automação industrial para criar a fundação digital.
  • Programa Inoviss: Iniciativa de inovação aberta criada em 2019 para conectar a corporação com startups e acelerar a mudança cultural.
  • Data Office e Democratização: Criação de um Data Lake estruturado e catalogado em 2021, permitindo autonomia para as áreas criarem suas análises.
  • Gerência de Inteligência Digital: Transição de foco de 'transformação digital' para 'inteligência digital' com estrutura dedicada a produtos de dados e IA aplicada.
  • Governança da Shadow AI: Aceitação da IA oculta como novo normal, focando em governá-la, monitorar FinOps e oferecer plataformas homologadas.
  • Case Safety Tower: Plataforma de inteligência operacional que utiliza IA e visão computacional 24/7 para predizer e prevenir acidentes no chão de fábrica.
  • Automação e Otimização Operacional: Aplicação de drones para contagem de inventário de bobinas e modelos preditivos que otimizam processos industriais pesados.

Insights

O maior risco atual das corporações não é deixar de testar IA, mas sim testar demais, medir de menos e escalar quase nada.
A Shadow AI não deve ser combatida, mas envelopada e governada pela TI para permitir a escala federada com segurança.
O engajamento na adoção de IA depende do exemplo da alta liderança, sendo necessário realizar letramentos e hackathons específicos para executivos.
A IA aplicada à prevenção preditiva de acidentes de trabalho em indústrias de alto risco possui valor igual ou superior aos retornos financeiros diretos.

Frases marcantes

"A pergunta não é mais como usar a IA. A pergunta é que problema a gente vai resolver com a IA."Manoel Alves da Costa Júnior
"Se você não entender que isso é o novo normal E criar essa governança, Vocês serão engolidos pela shadow AI."Manoel Alves da Costa Júnior
"A tecnologia, eu comecei com isso, Vou terminar, não muda o mundo, são as pessoas, Que dão sentido à transformação."Manoel Alves da Costa Júnior

Aplicações práticas

  1. 1Estruturar um Centro de Excelência (COI) centralizado para definir plataformas, regras de segurança, compliance e controle de FinOps.
  2. 2Avaliar iniciativas de IA através de um filtro de confiança de 5 pilares: dor real, impacto de valor, viabilidade de dados, compliance/risco e capacidade de escala.
  3. 3Promover hackathons e programas de produtividade voltados especificamente para letramento e capacitação da alta liderança.
  4. 4Formar uma rede interna de 'AI Champions' descentralizada nas áreas de negócio para multiplicar o uso governado da tecnologia.
  5. 5Investir na unificação e catalogação da base de dados (Data Lake) antes de expandir para soluções avançadas de IA generativa ou preditiva.

Conclusão

A palestra evidencia que a escala de IA em gigantes corporativos depende da transição do modelo experimental para uma governança robusta centrada em problemas reais de negócio. Ao unir dados integrados, prevenção de riscos humanos e capacitação contínua das pessoas, a ArcelorMittal constrói uma trajetória sustentável para se consolidar como uma empresa AI-driven.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026