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O Estado como Investidor: descomplicando o fomento público para escalar sua startup

28 de agosto · 15:10–15:45Palco 8
Bruna Fraga
Bruna Fraga
Assessora de Projetos Estratégicos · SCTI
Guilherme dos Santos Murara
Guilherme dos Santos Murara
Coordenador do Ecossistema e Programas Estratégicos em CT&I · SCTi
Subvenção, financiamento incentivado, encomenda tecnológica, CPSI. O Brasil tem bilhões em fomento público para inovação — e cases reais mostram como transformar isso em tração de mercado
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou o papel do Estado como investidor estratégico no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, superando a visão tradicional de um ente puramente regulador. Bruna Fraga e Guilherme dos Santos Murara apresentaram os diferentes instrumentos de fomento público e financiamento disponíveis, destacando como o apoio estatal atua na mitigação de riscos, sobretudo nas fases iniciais em que o capital privado costuma estar ausente.

A apresentação estruturou a jornada da inovação em seis etapas estratégicas — ideação, pesquisa, maturação, negócios, crescimento e impacto —, detalhando a aplicação de recursos não reembolsáveis, subvenções econômicas de órgãos como FAPESC e FINEP, programas de incubação, linhas de crédito atrativas (como InovaCred) e incentivos fiscais (a exemplo da Lei do Bem). O painel também ressaltou o ecossistema GovTech e o uso do Marco Legal das Startups, CPSI e sandboxes regulatórios para a validação de soluções no setor público.

Para ilustrar a aplicação desses instrumentos ao longo do tempo, foram apresentados os casos reais das startups Ensign Combiotec, MedEor e Harbour, evidenciando como a combinação progressiva de editais e incentivos alavancou cada negócio. Os palestrantes concluíram orientando que os empreendedores realizem um autodiagnóstico do seu nível de maturidade tecnológica (TRL) antes de buscarem editais, utilizando a rede de centros de inovação e os atores locais para maximizar as chances de êxito.

Tópicos principais

  • Papel do Estado Investidor: Atuação governamental estratégica assumindo riscos em etapas iniciais onde o capital privado não atua.
  • Jornada da Inovação em 6 Etapas: Mapeamento contínuo desde a ideação e pesquisa até o crescimento, maturidade e internacionalização.
  • Subvenção Econômica e Recursos Não Reembolsáveis: Financiamentos via FAPESC/FINEP que exigem governança financeira, contrapartida e foco na inovação.
  • Crédito e Incentivos Fiscais: Utilização de instrumentos como InovaCred, Lei do Bem e leis municipais para impulsionar a fase de crescimento.
  • GovTechs e Compras Públicas: Uso do CPSI e sandboxes regulatórios para testar e contratar soluções inovadoras para o setor público.
  • Combinação de Instrumentos ao Longo do Tempo: Casos reais (Ensign, MedEor, Harbour) que escalaram utilizando múltiplos apoios estatais sucessivos.

Insights

O investimento público em inovação busca ocupar o 'vale da morte', momento de alta incerteza tecnológica e baixo interesse do capital privado.
A subvenção econômica exige uma empresa financeiramente saudável e com boa governança, não servindo como socorro para negócios em crise.
O êxito na captação de recursos públicos depende da combinação sequencial de diferentes mecanismos à medida que o TRL do projeto avança.
Laboratórios multiusuários e ecossistemas universitários oferecem infraestrutura de ponta que reduz custos iniciais de prototipagem e validação.

Frases marcantes

"A subvenção econômica não é uma tábua de salvação para uma empresa que está ruim financeiramente."Guilherme dos Santos Murara
"Não comecem pelo edital, comecem entendendo onde vocês estão, o estágio que vocês estão."Bruna Fraga

Aplicações práticas

  1. 1Fazer um autodiagnóstico de maturidade tecnológica e do estágio do negócio (TRL) antes de selecionar editais de fomento.
  2. 2Conectar-se a atores locais do ecossistema de C&T, como Centros de Inovação e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das universidades.
  3. 3Manter rigor no controle financeiro e orçamentário para atender aos requisitos de contrapartida e prestação de contas de subvenções públicas.
  4. 4Estruturar o uso progressivo de incentivos fiscais (como a Lei do Bem e leis municipais) e linhas de crédito subsidiadas conforme a empresa ganha tração.
  5. 5Aproveitar chamadas públicas de Sandbox Regulatório e CPSI para testar e validar produtos GovTech diretamente no setor público.

Conclusão

O fomento público é um catalisador fundamental para mitigar riscos e impulsionar a inovação no mercado brasileiro. Ao compreender o ecossistema e alinhar o estágio do negócio ao instrumento adequado, empreendedores conseguem estruturar um crescimento sólido e sustentável com o suporte do Estado investidor.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026