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Tendências· Painel

Media for Equity: mídia como capital para acelerar empresas

28 de agosto · 15:10–15:45Palco 7
Fernanda Follador
Fernanda Follador
Analista de marketing sênior · Zetta
Pedro Judacheski
Pedro Judacheski
CEO · Delivery Much
Rúbia Laidens
Rúbia Laidens
Apresentadora · Tech SC
Eduardo Seib
Eduardo Seib
Diretor de Operações e Novos Negócios · RBS Ventures
Painel reúne gestores de fundos de Media for Equity de diferentes regiões do país — Nexpon (Grupo NSC, Santa Catarina), Zetta (GRPCOM, Paraná) e RBS Ventures (Grupo RBS, Rio Grande do Sul) — e o founder de uma startup investida, para discutir como o modelo funciona na prática: como a mídia se transforma em moeda de investimento, os critérios usados pelos fundos para selecionar empresas, os desafios de estruturar esse tipo de operação e os resultados concretos gerados para quem recebeu o aporte. A conversa mostra ao público empreendedor de Santa Catarina um caminho de capitalização pouco explorado no ecossistema local e como acessá-lo.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou o conceito de Media for Equity, modelo de investimento no qual veículos de comunicação aportam espaço publicitário (em TV, rádio, digital e influenciadores) em startups em troca de participação acionária (equity). Diego Calbente (Nexpon) e Fernanda Follador (Zeta) explicaram como os braços de investimento de afiliadas da Globo no Sul do Brasil operam esse modelo, enquanto Pedro Judacheski compartilhou sua experiência como CEO da Delivery Much, empresa investida pela Nexpon.

Foi enfatizado que o modelo é ideal para empresas B2C ou B2B2C em fase de crescimento que necessitam de escala e visibilidade de massa. Para o aporte ser bem-sucedido, a startup precisa demonstrar maturidade operacional, possuir infraestrutura técnica escalável para suportar picos repentinos de tráfego no site/app e contar com uma equipe de marketing capaz de produzir ou acompanhar conteúdos adequados aos veículos.

Além de alavancar vendas diretas e acelerar métricas, a presença em veículos de grande alcance gera credibilidade imediata, encurta a jornada de compra e atrai parceiros comerciais e franqueados. O modelo beneficia ambos os lados: impulsiona a startup sem queimar caixa direto e oxigena os veículos de comunicação tradicionais, podendo culminar em saídas (exits) bem-sucedidas ou na conversão da startup em cliente pagante recorrente.

Tópicos principais

  • Conceito de Media for Equity: Troca de espaço publicitário em veículos de mídia por participação acionária na startup.
  • Perfil de startup ideal: Negócios B2C ou B2B com forte componente B2C (B2B2C) focados em grande alcance e tração.
  • Maturidade e infraestrutura: Necessidade de servidores escaláveis e time de marketing estruturado para absorver picos de tráfego.
  • Crédito no dia zero: O valor total da mídia acordado é disponibilizado integralmente no início do investimento para a startup.
  • Atuação além da mídia: Fundos atuam como 'CMO as a service', auxiliando no acompanhamento de métricas e adaptação de linguagem.
  • Ganho de credibilidade: A veiculação em grandes mídias confere autoridade imediata que facilita negociações comerciais e expansão de franquias.

Insights

A mídia off-line massiva não substitui o tráfego pago digital, mas atua como um 'canhão' de topo de funil que reduz o CAC e diminui o número de interações necessárias para conversão no e-commerce.
Anunciar em grandes veículos de comunicação acelera vendas B2B e atração de franqueados locais, pois o selo de presença na TV aberta gera confiança imediata perante novos parceiros.
Um dos objetivos estratégicos dos veículos ao investirem via Media for Equity é amadurecer a startup para que, no futuro, ela se torne um cliente pagante de mídia sem ceder equity.
A disponibilização de crédito de mídia 100% no 'dia zero' concede flexibilidade para a gestão planejar e aplicar os recursos no tempo certo para seu plano de expansão.

Frases marcantes

"O Media for Act é onde uma empresa, um investidor como nós, a Nexon ou a Zeta, A gente faz um aporte na empresa, mas esse aporte é um aporte de mídia, Fundamentalmente em mídia."Diego Calbente
"A gente atua muito no marketing e quando uma empresa entra dentro do nosso portfólio, A gente diz que a gente entrega muito mais que mídia."Fernanda Follador
"Não é para todo mundo que a mídia serve."Diego Calbente

Aplicações práticas

  1. 1Garantir estabilidade de servidores e capacidade operacional antes de veicular campanhas em veículos de massa para suportar o pico repentino de acessos.
  2. 2Aproveitar materiais veiculados em grandes canais de mídia off-line como material promocional em reuniões B2B e prospecção de parceiros comerciais.
  3. 3Estabelecer um objetivo de negócio claro (ex: expandir cidades, atrair franqueados, lançar produtos) para dimensionar corretamente o volume de mídia necessário.
  4. 4Alinhar a equipe interna de marketing e agências para produzir conteúdos com alta clareza de oferta que aproveitem ao máximo o horário nobre.
  5. 5Acompanhar métricas de correlação entre impacto de Ibope/audiência e variação de tráfego, receita, diminuição do CAC e tempo de conversão no produto.

Conclusão

O modelo de Media for Equity consolida-se como um propulsor de escala para startups B2C e B2B2C maduras que precisam conquistar mercado sem comprometer caixa direto. Ao unir o poder de grande alcance e credibilidade dos grupos tradicionais de comunicação à inovação das startups, o arranjo encurta jornadas de venda, gera saídas estratégicas e fomenta o ecossistema empreendedor.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026