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Corporate· Painel

Além do Piloto: Como Co-criar Produtos Comerciais com Startups

28 de agosto · 17:00–17:35Palco 5
José Eduardo Cardoso Mendes
José Eduardo Cardoso Mendes
CEO · Blucom Tecnologia Ltda.
Nina Rosa Cruz Gerges
Nina Rosa Cruz Gerges
CEO · Laepi
Artemis Papanika
Artemis Papanika
COO · Zurich Airport Brasil
A maioria das corporações usa startups apenas para resolver dores internas, mas poucas conseguem criar novos produtos juntas. Neste painel, Floripa Airport e Blucom mostram a jornada prática, os desafios de desenvolvimento e o modelo de negócio que transformaram uma demanda operacional em uma solução inovadora de mercado.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel apresentou o caso prático de co-criação de um produto tecnológico entre a startup Bluecon e a corporação Zurich Airport Brasil (operadora do Floripa Airport), intermediado pelo ecossistema de inovação da ACATE através do programa Link Lab e de um desafio da Embratur. A iniciativa começou como uma Prova de Conceito (POC) de mapa digital interativo para aeroportos e evoluiu para um hub completo de informações e serviços na palma da mão do passageiro.

Durante o debate, os palestrantes ressaltaram as diferenças cruciais entre aplicar tecnologias em shopping centers e em aeroportos. No ambiente aeroportuário, o fluxo de pessoas é diretivo, com rigorosas restrições regulatórias, áreas de inspeção e alta sensibilidade ao tempo. Para transformar o protótipo inicial em um produto comercial escalável, a Bluecon precisou reformular a arquitetura da solução com foco no tripé: repetibilidade, escalabilidade e configurabilidade.

A governança do projeto foi estruturada com reuniões semanais, entregas iterativas e a definição de um ponto focal dedicado na corporação para articular as diversas áreas envolvidas (comercial, marketing, operações e experiência do cliente). O resultado incluiu avanços significativos em acessibilidade — com rotas adaptadas e Libras, premiados pela ANAC — e a expansão do produto para outras concessionárias e centros comerciais.

Tópicos principais

  • Origem no Link Lab: Conexão entre startup e corporate via programa de inovação aberta focado na experiência do passageiro.
  • Shopping vs. Aeroporto: Mudança de paradigma de fluxos aleatórios para rotas diretivas, com áreas restritas e controle preciso de tempo.
  • Tripé do Produto Comercial: Transição de POC para produto baseada em requisitos de repetibilidade, escalabilidade e configurabilidade.
  • Governança e Rituais Ágeis: Reuniões semanais e validações frequentes para ajustes contínuos do roadmap e backlog.
  • Gestão de Acessibilidade: Desenvolvimento de rotas adaptadas e inclusão de Libras, gerando reconhecimento oficial com prêmio da ANAC.
  • Perfil do Novo Consumidor: Atendimento à demanda crescente da Geração Z por autoatendimento e autonomia digital durante a jornada.

Insights

O conhecimento empírico do fundador como usuário não substitui a visão profunda e os dados que a corporação possui sobre os múltiplos perfis de clientes.
Co-criar exige aceitar um escopo aberto no início, onde o objetivo final é claro, mas o caminho é descoberto e ajustado em conjunto ao longo do processo.
O retorno financeiro de um projeto de inovação nem sempre vem de vendas diretas ou monetização imediata, mas de ganhos indiretos na eficiência e na satisfação do cliente.
Parcerias com startups locais para desenvolver soluções sob medida eliminam dependências de softwares internacionais caros e cotados em moeda estrangeira.

Frases marcantes

"Informação é poder. Informação gera valor também."Artemis Papanika
"No shopping, o fluxo de pessoas é aleatório. O tempo de deslocamento é irrelevante. Dentro do setor aeroportuário, o fluxo é diretivo."José Eduardo Cardoso Mendes
"Ficar com a mente e o coração abertos."Artemis Papanika

Aplicações práticas

  1. 1Designar um ponto focal dedicado dentro da corporação para facilitar a articulação entre os departamentos internos e a startup.
  2. 2Estabelecer rituais semanais de alinhamento com entregas frequentes para corrigir o rumo da aplicação sem esperar o fim do projeto.
  3. 3Garantir que a arquitetura do software atenda aos critérios de escalabilidade e configurabilidade desde as fases iniciais da POC.
  4. 4Mapear e incluir recursos de acessibilidade no escopo do produto para atender a todos os perfis de usuários finais.
  5. 5Manter escopo flexível e divisão de riscos na contratação quando o objetivo for co-criar uma solução inédita de mercado.

Conclusão

O painel demonstrou que o sucesso na transição de uma POC para um produto comercial reside na colaboração transparente e na governança ágil entre startup e corporação. Com mente aberta para dividir riscos e foco na jornada do usuário, é possível gerar inovações premiadas que trazem valor operacional, comercial e de experiência ao cliente.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 31 de agosto de 2026