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Founder Stage· Painel

Como IA está destravando novos mercados

27 de agosto · 17:00–17:35Palco 9
Anderson Thees
Anderson Thees
Co-Fundador e Managing Partner · Redpoint Ventures
Renata Zanuto
Renata Zanuto
AI Hub & Ecosystem Director Latam · Oracle
Gabriel Alves
Gabriel Alves
Partner · Headline
A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de eficiência para se tornar um motor de expansão de mercado. Nesta conversa, empreendedores mostram como a IA está criando novas categorias, reduzindo barreiras de entrada, acelerando o go-to-market e permitindo modelos de negócio antes inviáveis em diversos setores.
Sumário executivo

Resumo executivo

No palco Founder Stage do Startup Summit, o painel moderado por Renata Zanuto reuniu os investidores Anderson Thees (Redpoint Ventures / Itaú Unibanco) e Gabriel Alves (Headline LATAM) para debater como a Inteligência Artificial está destravando novos mercados. O painel abordou a transição da IA de uma ferramenta pontual de produtividade para um novo framework de negócios, capaz de transformar premissas econômicas e viabilizar modelos anteriormente inviáveis devido ao alto custo de servir ou à complexidade operacional.

Durante a discussão, os painelistas destacaram a mudança de paradigma nos unit economics das empresas. Setores historicamente resistentes a inovações escaláveis no Brasil, como saúde, educação e contabilidade contínua, emergem como grandes beneficiários. Discutiu-se também a dinâmica entre startups e incumbentes: enquanto a barreira para criar novos produtos caiu dramaticamente (com fenômenos como o 'vibe coding'), as grandes empresas contam com fluxo de caixa robusto para arcar com os altos custos de processamento e infraestrutura de IA.

Por fim, abordou-se a commoditização do software e do conhecimento ('know-how'). Os palestrantes enfatizaram a emergência do modelo 'Service is the New Software', onde o valor se desloca da venda de licenças de código para a entrega direta de resultados e serviços. Nesse novo cenário, métricas claras de ROI para o cliente, capacidade de execução, experiência do usuário e a adaptabilidade dos fundadores tornam-se os principais fatores de diferenciação e sobrevivência.

Tópicos principais

  • AI como ferramenta vs. novo framework: Evolução de automatizar processos existentes para redesenhar modelos de negócios inteiros, como a transição do fechamento contábil mensal para o diário.
  • Destravamento de mercados complexos: Oportunidade de atuação em setores historicamente difíceis no Brasil, tais como saúde e educação, impulsionada por agentes e processos online.
  • Mudança no dogma de venture capital: Viabilização econômica de modelos focados em serviços e consultorias, anteriormente considerados irrelevantes por falta de escalabilidade.
  • Métricas de impacto no P&L: Adoção ainda em estágio inicial, com retornos mais facilmente mensuráveis na eficiência de times de desenvolvimento de software.
  • Tendência 'Service is the New Software': Mudança estratégica para a venda de resultados/serviços suportados por IA interna, protegendo a propriedade intelectual contra a facilidade de cópia de software.
  • Incumbentes vs. Startups: Incumbentes aproveitam geração de caixa para arcar com os custos de IA, enquanto a queda na barreira de entrada gera uma explosão de novas startups.

Insights

Produtos baseados puramente em software tornaram-se fáceis de clonar; empacotar a IA dentro de uma oferta de serviços protege a propriedade intelectual e entrega mais valor.
Com a inteligência artificial commoditizando o 'know-how', o valor financeiro migra do conhecimento puro para a capacidade de execução, adaptabilidade e experiência do usuário.
A substituição do trabalho humano por IA depende da equação econômica: enquanto o custo computacional de modelos avançados for superior ao custo da mão de obra local, o modelo humano prevalecerá.
A adaptabilidade ('jogo de cintura') tornou-se mais crítica do que a pura perseverança para founders, visto que atualizações de LLMs frequentemente transformam startups inteiras em meras funcionalidades nativas da noite para o dia.

Frases marcantes

"É uma ferramenta fantástica, mas é uma ferramenta, Não é uma varinha mágica."Gabriel Alves
"O que antes a gente chamava de prototipação, E levava seis meses, um ano, dois anos, Hoje a gente chama de vibe coding e está no ar em uma semana."Anderson Thees
"O valor do conhecimento... O que a gente chamava de know-how, esse vai cair para zero."Anderson Thees

Aplicações práticas

  1. 1Avaliar o caráter 'AI-native' de uma startup checando se o modelo de negócio seria viável sem a existência da inteligência artificial.
  2. 2Adotar estratégias multimodelo e considerar LLMs open-source para reduzir a dependência e o risco de flutuação de custos dos grandes provedores de IA.
  3. 3Estruturar soluções B2B e industriais focando na demonstração clara e metrificada de ROI para o cliente final (ex: redução de downtime em fábricas).
  4. 4Desenvolver alta capacidade de pivotagem e flexibilidade na gestão do produto para responder rapidamente quando plataformas centrais absorverem funcionalidades.
  5. 5Considerar o modelo 'Service as a Software' ao criar novas soluções digitais, utilizando IA internamente para executar entregas completas em vez de vender apenas o software.

Conclusão

A inteligência artificial está redefinindo as fronteiras de viabilidade econômica nos mais diversos mercados, tornando acessível o que antes era inviável. Contudo, em um cenário onde software e conhecimento técnico tendem à commoditização, o sucesso sustentável das startups dependerá da capacidade dos founders de entregar resultados concretos ao cliente, combinando execução impecável, adaptabilidade contínua e foco na experiência do usuário.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026