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RetailTech· Palestra

IA para competir melhor: vender, operar e decidir com mais inteligência

26 de agosto · 17:00–17:35Palco 6
Katherine Sallum
Katherine Sallum
Diretora de Parcerias, Enterprise e Governo · Zoho Brasil
Com Katherine Sallum, da Zoho Brasil, empresa global de tecnologia com mais de 100 milhões de usuários, a palestra mostra como empresas podem usar IA para ganhar eficiência, previsibilidade e escala. A conversa traduz a IA para desafios reais de negócio: vender melhor, automatizar processos, melhorar decisões, aumentar produtividade e competir com players maiores a partir de tecnologia aplicada ao CRM, atendimento e operação.
Sumário executivo

Resumo executivo

Katherine Sallum aborda o papel da inteligência artificial na otimização de vendas, operações e tomadas de decisão nas empresas, enfatizando que a tecnologia não resolve problemas estruturais por si só. O ponto central da palestra é a necessidade premente de organizar os dados, definir os processos e estabelecer uma governança clara antes de adotar soluções de IA. Sem essa preparação prévia, os projetos correm o risco de falhar ou de apenas amplificar ineficiências operacionais existentes.

Na área comercial e operacional, a palestrante demonstra como a IA pode eliminar tarefas operacionais repetitivas das equipes de vendas, apoiar em previsões de fechamento (forecast) mais precisas e melhorar a qualificação de leads. Além disso, defende a integração de sistemas e a aplicação de abordagens como 'Human in the Loop', onde agentes de IA tratam demandas superficiais iniciais e especialistas humanos assumem interações mais complexas e de relacionamento.

Por fim, é destacado o impacto da IA nas tomadas de decisão executivas a partir da consolidação de uma fonte única da verdade. Para que a IA traga retorno financeiro mensurável e insights relevantes, a liderança deve definir métricas prioritárias, eliminar conflitos de dados entre marketing e vendas e manter o senso crítico e o contexto humano indispensáveis para validar o output tecnológico.

Tópicos principais

  • Organização de dados como premissa: A IA exige dados consolidados e limpos para entregar valor e evitar falhas nos projetos.
  • Amplificação de processos vigentes: A tecnologia potencializa o resultado dos processos existentes, sejam eles eficientes ou falhos.
  • Analogia do robô aspirador: A IA agêntica executa rotinas de limpeza operacional, mas não arruma a bagunça de processos mal desenhados.
  • Inteligência aplicada a vendas: Uso de IA no CRM para identificar padrões de fechamento, automatizar follow-ups e gerar previsões de forecast sem viés emocional.
  • Integração e continuidade operacional: Plataformas unificadas evitam a perda de contexto na passagem de bastão entre marketing, vendas e pós-vendas.
  • Fonte única da verdade: Alinhamento de um dashboard central de dados para unificar as métricas entre marketing e vendas e embasar decisões estratégicas.

Insights

A inteligência artificial amplia a escala dos erros operacionais e gera alto volume de spams/bounces quando aplicada sem um ICP e funil bem definidos.
Pesquisas indicam que 95% dos projetos de IA não demonstram retorno financeiro mensurável, o que levará o setor financeiro a cortar iniciativas sem justificativa clara de valor.
A IA reduz o viés emocional típico de equipes de vendas em previsões de faturamento (forecast), analisando padrões e estatísticas frias.
Modelos de IA necessitam do contexto e da análise crítica humana para evitar que alucinações ou respostas incorretas orientem decisões de negócio.

Frases marcantes

"Se o processo não está arrumado, Se a casa não está em ordem, a IA vai potencializar a bagunça."Katherine Sallum
"A IA não tem sentimento, né, gente? Ela vai olhar ali a estatística, o padrão que está acontecendo E vai te trazer essa previsibilidade."Katherine Sallum

Aplicações práticas

  1. 1Organizar e estruturar a base de dados e o CRM antes de implementar ferramentas de IA agêntica ou automações.
  2. 2Mapear com precisão o ICP (Perfil de Cliente Ideal), o funil de vendas e os critérios de qualificação documentados.
  3. 3Implementar uma fonte única de dados (dashboard unificado) compartilhada entre as áreas de marketing e vendas.
  4. 4Adotar a abordagem 'Human in the Loop' no atendimento, usando IA para a primeira camada conversacional e atendentes humanos para casos complexos.
  5. 5Manter revisão e análise crítica constante sobre as respostas geradas pelas ferramentas de IA antes da tomada de decisão final.

Conclusão

A palestra de Katherine Sallum conclui que a inteligência artificial é um poderoso acelerador de resultados, mas seu sucesso depende da maturidade dos processos e da qualidade dos dados da empresa. Antes de buscar automação avançada, as organizações devem estruturar sua casa e definir métricas claras para garantir que a IA gere eficiência operacional e retorno financeiro real.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026