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Tendências· Palestra

A conversa é o produto: como o iFood reescreveu a experiência de pedido com IA generativa

27 de agosto · 16:05–16:40Plenária
Isabella Piratininga
Isabella Piratininga
Diretora de Tech e Inovação · iFood
O iFood trocou telas e cliques por conversa. Isabella Piratininga mostra como a IA generativa está redesenhando a jornada de pedido, e o que isso revela sobre o futuro da experiência em apps.
Sumário executivo

Resumo executivo

Isabela Piratininga, diretora de tecnologia e inovação do iFood, apresenta como a empresa reescreveu a experiência de pedidos utilizando IA generativa e interfaces agênticas em alta escala. A palestrante provoca o público ao afirmar que a inteligência artificial por si só já se tornou uma commodity, transferindo a verdadeira barreira para a adoção do usuário e a criação de confiança em interfaces que delegam ações automaticamente.

A palestra detalha os princípios fundamentais adotados pelo iFood para desenhar produtos agênticos eficientes: a construção da confiança em micro-momentos, a medição do custo por tarefa resolvida em vez de apenas o custo de tokens, a manutenção do determinismo em comandos diretos, o acompanhamento minucioso das interações (Evals) e a importância do onboarding do cliente. O case central é o assistente Ailo, que já atendeu milhões de pessoas e oferece jornadas de pedido por texto e voz substancialmente mais rápidas do que o fluxo tradicional.

Por fim, Isabela destaca os desafios específicos de construir soluções de voz e linguagem no Brasil — como a riqueza de sotaques e regionalismos — e enfatiza que inovar com IA exige saber lidar com a frustração. O sucesso do iFood nessa frente se deve aos investimentos contínuos em infraestrutura de dados desde 2018, permitindo a criação de modelos adaptados como o LCM (Light Commerce Model).

Tópicos principais

  • IA como commodity e o desafio da adoção: A tecnologia não é mais a barreira principal, mas sim a adaptação das pessoas a interfaces agênticas.
  • Diferença entre interface generativa e agêntica: A generativa permite correção rápida, enquanto a agêntica exige ensinar o usuário a delegar ações completas.
  • Custo por tarefa vs. Custo do token: A eficiência econômica da IA deve ser calculada pelo valor e problema resolvido em cada tarefa.
  • Uso do determinismo: Comandos diretos e claros do usuário devem ser executados sem voltas desnecessárias da IA.
  • O case do assistente Ailo: Assistente do iFood que viabiliza pedidos até 50% mais rápidos e atinge conversão de quase 90% no One Click Buy.
  • Desafios de voz e regionalização no Brasil: A necessidade de adaptar modelos de voz a diferentes sotaques, sotaques regionais e vocabulário misto.

Insights

Medir a viabilidade financeira da IA pelo custo por tarefa resolvida é mais estratégico para produtos de escala do que focar no custo isolado dos tokens.
Interfaces agênticas baseadas em voz podem dobrar a eficiência de conversão do funil de vendas ao reduzirem drasticamente a carga cognitiva de decisão do usuário.
Construir produtos com inteligência artificial exige tolerância cultural à frustração, pois a maior parte das tentativas iniciais falhará antes de alcançar uma experiência 'mágica'.
Modelos de linguagem eficientes em escala (como o LCM do iFood) dependem fundamentalmente de anos de investimento prévio na governança e estruturação de dados da empresa.

Frases marcantes

"a AI por si só hoje, ela já virou commodity, né?"Isabela Piratininga
"Pela primeira vez em muito tempo, a tecnologia não é mais barreira."Isabela Piratininga
"Seja determinístico onde você pode ser determinístico."Isabela Piratininga

Aplicações práticas

  1. 1Calcular a eficiência de investimentos em IA considerando o custo por tarefa concluída com sucesso em vez de analisar apenas a bilhetagem de tokens.
  2. 2Manter regras determinísticas em tarefas diretas e objetivas, evitando acionar LLMs quando o comando do usuário for simples e explícito.
  3. 3Implementar onboarding progressivo em novas interfaces de IA para orientar o usuário sobre como delegar tarefas gradualmente.
  4. 4Treinar e testar modelos de voz e linguagem levando em consideração sotaques, gírias e especificidades culturais da população local.
  5. 5Mapear e avaliar (Evals) os momentos intermediários das interações agênticas para entender como o usuário realmente utiliza o produto.

Conclusão

A experiência do iFood na criação do Ailo demonstra que o futuro dos produtos digitais está na migração de interfaces padrão para conversações agênticas eficientes. Para obter êxito, as empresas devem focar na redução da carga cognitiva do cliente, no uso de dados proprietários e na capacidade de aprender continuamente com as falhas do processo de inovação.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026