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IA· Painel

Regulação de IA no Brasil: Já sabe como irá afetar a sua Startup?

27 de agosto · 17:00–17:35Palco 4
Umberto Mancebo de Araújo Filho
Umberto Mancebo de Araújo Filho
CCO and Late co-founder · Dharma-AI
Anderson da Silva Soares
Anderson da Silva Soares
Fundador · CEIA
O PL de IA brasileiro está em tramitação, a LGPD já impacta produtos de dados e o mundo observa o modelo europeu com atenção. Este painel reúne founders e representantes do setor público para debater o que vem por aí — e como as startups podem se posicionar antes que a regulação chegue.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou os impactos e desafios da proposta de regulamentação da inteligência artificial no Brasil sobre o ecossistema de startups. Os palestrantes debateram a complexidade de conceituar a IA em termos legislativos e criticaram a tentativa de regular a tecnologia em sua origem ou desenvolvimento, em vez de focar nas suas aplicações práticas e nos riscos dos casos de uso finais.

Anderson Soares e Umberto Mancebo destacaram a dicotomia vivida no país, que busca incentivar o setor com o Plano Brasileiro de IA enquanto gera insegurança jurídica e fuga de capital estrangeiro devido a propostas legislativas rígidas. Foi ressaltado que empresas inovadoras já operam sob forte compliance imposto pela LGPD e exigências de mercado, tornando novas camadas regulatórias um obstáculo desproporcional para startups em comparação às Big Techs.

Por fim, os especialistas recomendaram que empreendedores não dissipem energia tentando se adequar a um texto legal instável, mas mantenham a governança de dados em dia e se articulem por meio de entidades de classe para proteger a competitividade da indústria nacional de tecnologia.

Tópicos principais

  • Regulação de origem vs. aplicação: Defesa de que a legislação deve incidir sobre os casos de uso finais e não sobre o desenvolvimento básico da tecnologia.
  • Modelos Especializados (SLMs): Aposta em modelos menores treinados com dados proprietários como alternativa mais barata e acurada aos grandes LLMs.
  • Conformidade com a LGPD: Reconhecimento de que a legislação atual de proteção de dados já regula grande parte da atividade de IA no Brasil.
  • Insegurança jurídica e capital: Alerta sobre como a incerteza legislativa provoca fuga imediata de investimentos estrangeiros do país.
  • Dicotomia de políticas públicas: O contraste entre iniciativas de incentivo à IA e propostas regulatórias que inibem a inovação.
  • Uso massivo de dados e direitos autorais: O debate sobre a compensação a criadores na ponta comercial em vez da bloqueio na fase de treinamento.
  • Assimetria entre startups e Big Techs: Alerta de que exigências complexas de compliance prejudicam startups sem orçamento para grandes bancas jurídicas.

Insights

Regular a inteligência artificial na origem penaliza o desenvolvimento de tecnologias neutras que possuem vastas aplicações legítimas apenas por conta de potenciais maus usos pontuais.
Modelos de linguagem menores (SLMs) orientados a dados específicos superam LLMs genéricos em acurácia para nichos corporativos a uma fração do custo de processamento.
A mera tramitação de um projeto de lei restritivo é suficiente para causar a retirada imediata de capital de risco internacional antes mesmo da aprovação da norma.
A conformidade rígida exigida por grandes clientes institucionais (como bancos) e pela LGPD já estabelece um filtro alto de governança, tornando novas camadas burocráticas redundantes.

Frases marcantes

"Mas o desfecho da aplicação é o que determina verdadeiramente o risco. Não a tecnologia em si."Anderson da Silva Soares
"Então, quanto menos camadas a gente tiver desnecessárias, Melhor."Umberto Mancebo de Araújo Filho

Aplicações práticas

  1. 1Evitar despender recursos e foco tentando adaptar a startup prematuramente a um projeto de lei de IA que ainda sofre constantes alterações.
  2. 2Manter rigor no cumprimento da LGPD e nas práticas de auditabilidade de dados, que servem como base sólida para exigências de compliance futuras.
  3. 3Investir no treinamento de modelos especializados com dados proprietários dos clientes para obter maior acurácia e reduzir custos de infraestrutura em nuvem.
  4. 4Articular-se junto a entidades setoriais e associações de classe (como CNI e institutos de IA) para garantir representatividade e defesa do setor de tecnologia.

Conclusão

O painel concluiu que a regulação de inteligência artificial no Brasil precisa amadurecer para focar na responsabilidade do uso final, evitando sufocar a inovação na base. Para as startups, o caminho ideal é focar na eficiência de seus produtos, garantir conformidade com as leis de dados vigentes e buscar representação setorial para fortalecer a competitividade do ecossistema brasileiro.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026