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Uso de IA na Polishop: um olhar prático sobre adoção de IA nas empresas

26 de agosto · 15:10–15:45Palco 6
Luiza Maklouf
Luiza Maklouf
CEO · CD2 Tech
Mozart Marin
Mozart Marin
Chief AI Officer & CTO · LIA.Hub
Com Mozart Marin, fundador da LIAHub, empresa que tem João Appolinário entre seus sócios e integra o grupo global de apenas 10 parceiros credenciados pela Lovable no Brasil, a entrevista parte dos projetos de IA implementados pela LIAHub na Polishop para discutir adoção prática de inteligência artificial nas empresas. A conversa explora aplicações em atendimento ao cliente, processos internos, criação de campanhas e desenvolvimento de produtos.
Sumário executivo

Resumo executivo

Mozart Marin relata a origem da Lia Hub e a sua aproximação com o empresário João Apolinário, da Polishop, motivada pelo diagnóstico de que a maior parte das empresas não possui uma área ou liderança dedicada a governar a inteligência artificial. A parceria culminou no treinamento prático da alta liderança e na implementação de soluções focadas em IA dentro das operações do grupo.

Durante o painel, discutiu-se a diferença entre o uso recreativo de IA — caracterizado pela utilização sem foco em resultados — e o uso corporativo, que demanda governança, segurança, gestão de custos de tokenização e retorno sobre investimento (ROI). Fazendo um paralelo com o surgimento do Excel, Mozart destacou que dar acesso a ferramentas de software não significa automatizar ou gerar valor real para o negócio se não houver capacitação dos profissionais.

O debate também abordou a estratégia de inovação gradual por meio do conceito de 'jet skis' (pequenos projetos ágeis com ROI demonstrável) e o case da fábrica de IA nativa da Lia Hub na entrega rápida de projetos como o Otimizaí. O encerramento reforçou a importância de vencer a resistência interna, engajar a área de negócios e estruturar uma governança que retenha o conhecimento da empresa.

Tópicos principais

  • Lia Hub e a provocação sobre IA: Diagnóstico sobre a falta de liderança e governança estruturada de inteligência artificial nas corporações.
  • IA Recreativa vs. IA Corporativa: A distinção entre usar IA de forma superficial e utilizá-la estrategicamente com foco em ROI e resultados.
  • A analogia do Excel: Alerta de que ter licenças de ferramentas tecnológicas não garante geração de valor aos negócios sem letramento adequado.
  • Estratégia dos 'Jet Skis': Implementação de IA por meio de projetos pilotos curtos e mensuráveis, evitando tentar transformar a empresa toda de uma vez.
  • Governança e retenção do conhecimento: Importância de gerenciar tokenização e impedir a perda de ativos de conhecimento quando colaboradores saem da empresa.
  • Fábrica de IA Nativa e parcerias: Exemplo de entregas ágeis em 45 dias (case Otimizaí) e a posição como parceiro Lovable Enterprise no Brasil.

Insights

O acesso generalizado a modelos de IA repete o ciclo do Excel: possuir a tecnologia não equivale a usá-la de forma estratégica para gerar valor corporativo.
A resistência técnica de profissionais de TI pode se tornar uma barreira à adoção de no-code e IA, abrindo espaço para que líderes de negócios assumam a pauta.
Se a IA for usada sem governança centralizada, o conhecimento acumulado e as automações criadas correm o risco de ir embora com o colaborador.
Projetos de IA de sucesso dependem de olhar para a formação dos 'pilotos' (pessoas) e não apenas de trocar os 'carros' (tecnologias).

Frases marcantes

"O que você está falando é a mesma coisa, é o novo Excel."Mozart Marin
"Você não precisa virar o transatlântico de uma vez. Vai criando pequenos jet-skis na empresa,"Mozart Marin
"A gente vai levar tecnologia aplicada ao negócio."Mozart Marin

Aplicações práticas

  1. 1Realizar uma radiografia do uso de IA na empresa para identificar onde há uso pessoal/descontrolado e formalizar a governança corporativa.
  2. 2Adotar a abordagem 'jet ski', implementando pequenos projetos de IA com meta clara de ROI antes de tentar grandes transformações operacionais.
  3. 3Estabelecer a gestão da tokenização e custos de IA junto ao setor financeiro (CFO) para evitar despesas descontroladas em cartões corporativos.
  4. 4Investir em programas de capacitação prática ('builder') para líderes das áreas de negócio, em vez de isolar a IA no departamento de TI.

Conclusão

Adoção eficiente de IA nas empresas depende de migrar do uso recreativo para uma abordagem corporativa estruturada, com governança e mensuração clara de resultados. Ao capacitar pessoas e implementar pequenos projetos ágeis, as corporações conseguem transformar o uso de tecnologia em um ativo sustentável de negócios.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 26 de agosto de 2026