Uso de IA na Polishop: um olhar prático sobre adoção de IA nas empresas


Resumo executivo
Mozart Marin relata a origem da Lia Hub e a sua aproximação com o empresário João Apolinário, da Polishop, motivada pelo diagnóstico de que a maior parte das empresas não possui uma área ou liderança dedicada a governar a inteligência artificial. A parceria culminou no treinamento prático da alta liderança e na implementação de soluções focadas em IA dentro das operações do grupo.
Durante o painel, discutiu-se a diferença entre o uso recreativo de IA — caracterizado pela utilização sem foco em resultados — e o uso corporativo, que demanda governança, segurança, gestão de custos de tokenização e retorno sobre investimento (ROI). Fazendo um paralelo com o surgimento do Excel, Mozart destacou que dar acesso a ferramentas de software não significa automatizar ou gerar valor real para o negócio se não houver capacitação dos profissionais.
O debate também abordou a estratégia de inovação gradual por meio do conceito de 'jet skis' (pequenos projetos ágeis com ROI demonstrável) e o case da fábrica de IA nativa da Lia Hub na entrega rápida de projetos como o Otimizaí. O encerramento reforçou a importância de vencer a resistência interna, engajar a área de negócios e estruturar uma governança que retenha o conhecimento da empresa.
Tópicos principais
- Lia Hub e a provocação sobre IA: Diagnóstico sobre a falta de liderança e governança estruturada de inteligência artificial nas corporações.
- IA Recreativa vs. IA Corporativa: A distinção entre usar IA de forma superficial e utilizá-la estrategicamente com foco em ROI e resultados.
- A analogia do Excel: Alerta de que ter licenças de ferramentas tecnológicas não garante geração de valor aos negócios sem letramento adequado.
- Estratégia dos 'Jet Skis': Implementação de IA por meio de projetos pilotos curtos e mensuráveis, evitando tentar transformar a empresa toda de uma vez.
- Governança e retenção do conhecimento: Importância de gerenciar tokenização e impedir a perda de ativos de conhecimento quando colaboradores saem da empresa.
- Fábrica de IA Nativa e parcerias: Exemplo de entregas ágeis em 45 dias (case Otimizaí) e a posição como parceiro Lovable Enterprise no Brasil.
Insights
Frases marcantes
"O que você está falando é a mesma coisa, é o novo Excel."— Mozart Marin
"Você não precisa virar o transatlântico de uma vez. Vai criando pequenos jet-skis na empresa,"— Mozart Marin
"A gente vai levar tecnologia aplicada ao negócio."— Mozart Marin
Aplicações práticas
- 1Realizar uma radiografia do uso de IA na empresa para identificar onde há uso pessoal/descontrolado e formalizar a governança corporativa.
- 2Adotar a abordagem 'jet ski', implementando pequenos projetos de IA com meta clara de ROI antes de tentar grandes transformações operacionais.
- 3Estabelecer a gestão da tokenização e custos de IA junto ao setor financeiro (CFO) para evitar despesas descontroladas em cartões corporativos.
- 4Investir em programas de capacitação prática ('builder') para líderes das áreas de negócio, em vez de isolar a IA no departamento de TI.
Conclusão
Adoção eficiente de IA nas empresas depende de migrar do uso recreativo para uma abordagem corporativa estruturada, com governança e mensuração clara de resultados. Ao capacitar pessoas e implementar pequenos projetos ágeis, as corporações conseguem transformar o uso de tecnologia em um ativo sustentável de negócios.