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M&A· Palestra

Do risco de empreender ao evento de liquidez: 8 passos entre a sua startup e o exit

27 de agosto · 14:15–14:50Palco 7
Rafael Assunção
Rafael Assunção
Managing Partner · Questum
Rafael Assunção já mentorou mais de 500 startups e viu de perto o que separa quem chega ao exit de quem fica pelo caminho. Ele mapeia os 8 passos concretos entre fundar uma empresa e vendê-la com sucesso.
Sumário executivo

Resumo executivo

Na palestra, Rafael Assunção apresenta uma abordagem pragmática para a jornada do empreendedor de tecnologia, focando na transição do alto risco inicial até o evento de liquidez (M&A ou exit). O especialista defende que o empreendedorismo é uma escolha de alocação de patrimônio em um ativo de altíssimo risco e sem liquidez imediata. Portanto, a busca pelo exit não deve ser deixada ao acaso, mas sim planejada com base na busca por um retorno financeiro proporcional a esse risco.

O método proposto orienta o fundador a definir primeiramente o conceito de "suficiente" — o montante financeiro líquido que efetivamente transforma sua vida e compra sua liberdade financeira. A partir dessa meta, deve-se realizar um choque de realidade: mapear compradores estratégicos reais no mercado, calcular qual geração de caixa (EBITDA) e tamanho de operação justificam esse valuation alvo, e estimar em quanto tempo essa meta pode ser atingida.

Acelerar o crescimento exige abandonar o purismo e parar de inventar novos produtos, focando em entregar mais valor ao perfil de cliente ideal (ICP) para aumentar o ticket médio e a rentabilidade. Por fim, o palestrante reforça que a captação de recursos deve ser vista apenas como um meio instrumental para o objetivo dos sócios, e alerta que a preparação societária, jurídica e fiscal deve ocorrer antes de receber propostas, garantindo que a startup sobreviva à diligência e concretize a transação.

Tópicos principais

  • Definição do 'suficiente': Identificar o valor líquido exato no bolso necessário para remunerar o risco corrido.
  • Reality check de compradores: Mapear compradores estratégicos reais e checar seu histórico de aquisições no Brasil.
  • Dimensionamento de EBITDA e valuation: Determinar qual geração de caixa e escala sustentam o valuation alvo pretendido.
  • Horizonte temporal e foco: Avaliar a distância até o objetivo e parar de inventar produtos para focar na execução.
  • Aceleração de crescimento e ticket: Elevar o ICP e oferecer mais serviços para aumentar margem, receita e EBITDA.
  • Captação de capital como meio: Usar funding apenas como combustível para a meta dos sócios, e não como fim em si mesmo.
  • Prontidão para Due Diligence: Resolver antecipadamente contingências societárias, contratuais e fiscais para garantir a venda.

Insights

Empreendedores tendem a reinvestir ganhos continuamente no 'cassino' dos negócios sem definir um stop, o que impede a realização do retorno financeiro.
O valuation de startups voltou a ser pautado pela geração de caixa futura trazida a valor presente, e não por múltiplos inflacionados sobre receita sem margem.
A principal causa do insucesso de transações de M&A na etapa de diligência é a falta de alinhamento e regularização no âmbito societário.
Captação de recursos desalinhada dos objetivos dos fundadores os transforma em meros passageiros das metas do investidor.

Frases marcantes

"A firma não existe para captar. Ela existe para gerar muito valor para os meus clientes E transformar esse muito valor em valuation no meu bolso."Rafael Assunção
"Não ter claro o seu objetivo na hora de captar faz com que você vire depois passageiro do objetivo dos outros."Rafael Assunção

Aplicações práticas

  1. 1Reunir-se com os sócios para definir a quantia financeira líquida 'suficiente' desejada no evento de liquidez.
  2. 2Mapear potenciais adquirentes estratégicos e verificar quais empresas do setor eles efetivamente compraram no mercado brasileiro.
  3. 3Calcular a meta de EBITDA necessária para atingir o valuation desejado e estipular o prazo realista para alcançá-la.
  4. 4Reavaliar a tabela de preços e ofertas para o ICP atual, incluindo serviços para aumentar o ticket médio e a geração de caixa.
  5. 5Auditar e resolver imediatamente conflitos societários, promessas de vesting e passivos fiscais antes de iniciar rodadas ou negociações de M&A.

Conclusão

A trajetória até o exit de uma startup não deve contar com o acaso, mas com um planejamento meticuloso focado em gerar valor real e caixa. Ao alinhar a expectativa de retorno dos sócios com a realidade do mercado comprador e organizar a governança interna, o empreendedor maximiza suas chances de converter anos de risco em uma liquidez transformadora.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026