Voltar
EnergyTech· Fireside Chat

Macro tendências no mercado de energia

27 de agosto · 17:00–17:35Palco 5
Caroline Luciane Broering Dutra
Caroline Luciane Broering Dutra
Coordenadora de Inovação e P&D · Engie Brasil
Ricardo Grassman
Ricardo Grassman
Membro do Conselho de Administração · Way2 Tecnologia
Apresentar como grandes empresas estão conduzindo a inovação aberta e quais tendências devem moldar o setor energético nos próximos anos.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel abordou a evolução das macrotendências no setor elétrico, destacando a transição dos clássicos "3Ds" (descarbonização, digitalização e descentralização) para uma nova fase repleta de desafios operacionais. O sucesso da expansão das fontes renováveis no Brasil — que hoje compõem cerca de 80% da matriz energética — gerou novas exigências técnicas para a estabilidade da rede, como a gestão de intermitências decorrentes de oscilações climáticas e a distribuição de carga local.

A Engie Brasil e a Way2 exemplificaram como o P&D no setor evoluiu de uma obrigação regulatória acadêmica para aplicações práticas pioneiras, como a primeira usina fotovoltaica conectada ao SIN e o primeiro aerogerador nacional. Atualmente, a inovação foca em problemas operacionais pragmáticos das usinas, como o acúmulo de poeira em painéis solares, controle de vegetação, manejo de fauna e manutenção preditiva de transformadores por meio de inteligência artificial.

Por fim, os palestrantes enfatizaram a importância da inovação aberta e da transferência de tecnologias entre diferentes setores (como telecomunicações e biotecnologia) para solucionar gargalos do setor elétrico. Foi feito um convite para que startups compreendam as dores reais da indústria e participem de programas de inovação para escalar suas soluções.

Tópicos principais

  • Evolução dos 3Ds da energia: A consolidação da descarbonização, descentralização e digitalização gerou novos desafios operacionais e de estabilidade de rede.
  • Madureira do P&D setorial: A transição de pesquisas acadêmicas para projetos práticos e pioneiros, como a primeira usina fotovoltaica conectada ao SIN.
  • Inovação pragmática e operacional: O foco atual em solucionar problemas cotidianos das usinas, tais como acúmulo de poeira em painéis e controle de vegetação.
  • Aplicação de IA e sensores avançados: Uso de inteligência artificial e medições ópticas para manutenção preditiva em transformadores e subestações.
  • Biotecnologia no monitoramento de fauna: Emprego de amostragem de DNA ambiental em reservatórios hidrelétricos para catalogação de peixes sem necessidade de pesca.
  • Transversalidade de setores e inovação aberta: Adaptação de tecnologias vindas da telecomunicação, robótica e botânica para resolver dores da energia.

Insights

O sucesso na adoção de fontes renováveis criou um paradoxo, gerando novos desafios técnicos e de instabilidade na rede elétrica que antes não existiam.
Grandes oportunidades de inovação no setor elétrico não residem apenas em recriar painéis solares, mas em resolver gargalos operacionais e mecânicos cotidianos.
Soluções desenvolvidas para indústrias distintas, como telecomunicações, possuem arquiteturas de software altamente aplicáveis à otimização operacional de energia.
O monitoramento biológico em reservatórios pode ser otimizado através de coleta de DNA contido na água, eliminando a logística complexa de pesca amostral.

Frases marcantes

"A boa notícia, gente, é que deu certo. Deu certo, veio muita fonte renovável. Mas aí deu errado."Ricardo Grassman
"Os nossos maiores problemas são até... São ingênuos, são românticos, são bobinhos."Caroline Luciane Broering Dutra
"Não é recriar um painel solar. É fazer esses pequenos ajustes mecânicos, elétricos ou do meio ambiente."Caroline Luciane Broering Dutra

Aplicações práticas

  1. 1Reaproveitar arquiteturas e tecnologias de outros setores (como telecom, botânica e biotecnologia) para criar produtos no mercado elétrico.
  2. 2Mapear e solucionar gargalos operacionais específicos de usinas (limpeza a seco de painéis, robótica e manutenção preditiva com IA).
  3. 3Participar ativamente de chamadas e hubs de inovação aberta (como Link Lab e ACATE) voltados ao setor de energia.
  4. 4Estudar detalhadamente a operação das grandes geradoras e transmissoras para alinhar os pitches das startups às dores reais das empresas.

Conclusão

O setor de energia vive um momento em que a inovação pragmática e incremental é tão essencial quanto a grandes disrupções tecnológicas. Startups que aliarem compreensão profunda das dores operacionais do setor a soluções transversais e eficientes encontrarão um mercado robusto, com incentivos de P&D e espaço para escala global.

Compartilhe esse conteúdo

Espalhe as ideias que rolaram no Startup Summit.

WhatsAppLinkedInXFacebook
Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 27 de agosto de 2026