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PeopleTech· Painel

RH na mesa de decisão: a parceria com o CEO que sustenta o crescimento

28 de agosto · 14:15–14:50Palco 6
Carolina Pizolati Farah
Carolina Pizolati Farah
Fundadora e CEO · SinSalarial
Alejandra Nadruz
Alejandra Nadruz
CHRO · Starian
Carlos Eduardo Monguilhott
Carlos Eduardo Monguilhott
Advisor · Vaas
Crescer rápido exige que RH deixe de ser executor e vire parceiro estratégico do CEO. Neste painel, Alejandra Nadruz e Carlos Eduardo Monguilhott debatem como transformar intuição em decisão de negócio — estruturando times, lideranças e remuneração para sustentar a operação sem quebrar a cultura.
Sumário executivo

Resumo executivo

O painel aborda a importância da parceria entre o CEO e a liderança de Recursos Humanos para transformar o RH de uma área reativa e assistencialista em um pilar central da estratégia de crescimento da empresa. A discussão destaca que a ausência do RH na mesa de decisão decorre tanto do desconexão das pautas de pessoas com os problemas reais do negócio quanto da falta de abertura e corresponsabilidade por parte dos fundadores e CEOs.

Durante o debate, os palestrantes exploraram como o alinhamento de incentivos, a estruturação de políticas claras de remuneração e o uso correto de dados são fundamentais para sustentar o crescimento de empresas inovadoras. Em processos de fusões e aquisições (M&A) ou em fases de rápida escala, a antecipação de problemas operacionais e culturais pelo RH evita custos elevados de reestruturação e perda de talentos-chave.

Por fim, abordou-se a evolução do perfil profissional necessário no ecossistema de tecnologia, no qual as competências comportamentais (soft skills), como comunicação e adaptabilidade, superam o mero conhecimento técnico. A mensagem central reforça a necessidade de foco e simplicidade ('menos é mais') para que o RH construa credibilidade e impulsione os resultados de negócio em conjunta corresponsabilidade com a liderança principal.

Tópicos principais

  • Corresponsabilidade entre CEO e RH: A inclusão do RH nas decisões exige um esforço mútuo, combinando o espaço concedido pelo CEO com o foco do RH nos resultados do negócio.
  • Atuação preventiva em M&A: O RH deve participar dos negócios desde as fases iniciais de negociação para avaliar cultura, estrutura e retenção de talentos.
  • Alinhamento de remuneração e incentivos: Políticas salariais e métricas de incentivo mal estruturadas geram distorções financeiras e operacionais difíceis de corrigir.
  • Métricas preditivas versus reativas: Indicadores tradicionais como turnover e pesquisas de clima são reativos (lagging); o RH deve acompanhar métricas operacionais avançadas (leading).
  • Valorização de habilidades comportamentais: Em tempos de aceleração por inteligência artificial, soft skills como adaptabilidade e comunicação tornam-se o grande diferencial das equipes.
  • Princípio 'Menos é Mais': Focar em poucas prioridades ligadas aos gargalos reais da empresa é mais eficiente do que preencher dashboards com métricas desconectadas.

Insights

Culturas de startups muito fortes podem mascarar ineficiências na gestão de pessoas, sustentando a operação apenas no senso de urgência até que surjam grandes problemas de retenção.
Métricas consagradas como turnover e pesquisas de clima são indicadores atrasados (lagging indicators); a atuação estratégica exige identificar indicadores avançados (leading indicators) alinhados à meta do negócio.
Gargalos operacionais ou de vendas, como a dificuldade de realizar cross-selling, costumam ser sintomas de incentivos e placares de metas desalinhados, e não apenas falhas de execução.
À medida que a inteligência artificial automatiza o trabalho técnico, o valor competitivo das equipes passa a residir na inteligência interpessoal, colaboração e capacidade de aprendizagem contínua.

Frases marcantes

"O RH tem que estar permeando a estratégia, Não tem que estar do lado."Carlos Eduardo Monguilhott
"Turnover é lagging indicator. O GPTW é lagging indicator."Carlos Eduardo Monguilhott
"Menos é mais."Alejandra Nadruz

Aplicações práticas

  1. 1Inserir a liderança de RH na fase de planejamento e avaliação (deal) de fusões e aquisições antes de definir a integração corporativa.
  2. 2Revisar tabelas salariais e incentivos variáveis para garantir que direcionem o comportamento dos times para as prioridades estratégicas da empresa.
  3. 3Utilizar pesquisas de clima corporativo não como peça de marketing, mas como insumo base para o planejamento anual das metas de RH.
  4. 4Incluir a avaliação de competências comportamentais e colaborativas como critério eliminatório em processos seletivos de perfis técnicos.
  5. 5Selecionar um conjunto reduzido de indicadores de pessoas diretamente conectados aos desafios atuais de crescimento e rentabilidade do negócio.

Conclusão

A inserção do RH na mesa de decisão exige a superação de visões reativas para estabelecer uma verdadeira corresponsabilidade entre CEOs e líderes de gente. Ao combinar dados preditivos, incentivos alinhados e foco em competências humanas, o RH deixa de apagar incêndios e passa a atuar como motor estratégico e sustentável de crescimento.

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Sumário gerado e editado pela curadoria Sebrae Startups.
Publicado em 28 de agosto de 2026